DPs podem voltar a receber presos
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terça-feira, 25 de junho de 2002
Luciano Augusto<BR>Reportagem Local 
A interdição parcial das carceragens masculinas dos 2º e 4º distritos policiais de Londrina, que perdura desde fevereiro, será revista até amanhã. O juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, deverá decidir pela desinterdição amanhã e na sexta-feira esses distritos já poderão voltar a receber presos. Por enquanto, as carceragens podem abrigar somente 36 presos cada.
Valle adiantou que a vistoria feita anteontem pelo promotor da VEP, Francisco Soares Dias Filho, acompanhado por oficiais de justiça, constatou que as carceragens passaram pelas reformas exigidas por ele. O juiz havia definido que as celas só seriam liberadas se suas condições gerais e de higiene fossem melhoradas. O relatório final sobre a situação nos DPs ficará pronto amanhã.
O único ponto cumprido parcialmente, segundo Valle, foi a exigência do exame médico. Porém, como no 4º DP restou apenas um preso da época da interdição, o juiz considerou que essa exigência perdeu seu objetivo.
Valle pediu a interdição por causa da superlotação da carceragem desses distritos. Na época da interdição, o 2º DP abrigava cerca de 120 detentos, sendo que a capacidade era para 64. O problema não é tanto a quantidade de presos, mas os problemas gerados com isso, explicou Valle. Ele afirmou que irá definir que sejam colocados apenas seis presos por cela um por colchonete.
Mas o juiz avaliou que a tranquilidade nos DPs deve durar pouco, pois o número de prisões é sensivelmente maior do que a disponibilidade de locais para abrigá-los. Apenas no último feriado prolongado que tivemos (Corpus Christi), entraram mais 25 presos somente de Londrina, comentou. Outro fator complicador de manter presos nos DPs, e sabido pelo próprio juiz, é a resistência dos policiais em voltarem a atuar como carcereiros.
O delegado-chefe da Divisão Policial do Interior, Clóvis Galvão, elogiou a posição do juiz da VEP, pois a medida ameniza o problema de falta de vagas em Londrina. Por outro lado, ele descartou a possibilidade de reabertura das carceragens dos 3º e 5º distritos, por estarem próximas a escolas. Quando da inauguração da Casa de Custódia de Londrina (CCL), a Secretaria Estadual de Segurança Pública defendia que os DPs não poderiam mais funcionar como prisões.


