Da Redação
Dos seis distritos policiais da cidade, dois pelo menos não convivem com o problema da superlotação de presos. Na verdade, tanto no 1º DP, localizado junto à sede da 10ª Subdivisão Policial (área central), quanto no 6º DP, no Parque Guanabara (zona sul), não existem detentos.
Nem por isso, porém, a situação é tranquila. Segundo o delegado Valter Martins Lemos, do 1º DP, somente neste ano foram instaurados cerca de 380 inquéritos policiais; outros 181 foram concluídos e ainda estão em andamento mais 510, muitos abertos ainda no ano passado. A maioria dos casos refere-se a estelionato e apropriação indébita.
‘‘Aqui o problema maior é material humano. Precisávamos de mais gente, uma nova equipe de investigadores, o dobro do número de delegados’’, afirma. O distrito conta hoje com dois delegados, quatro escrivães e nenhum investigador. O delegado espera que a nomeação dos concursados do último concurso da Polícia Civil (ainda sem data definida) alivie a situação.
No 6º DP, os números não são tão exatos mas o delegado titular, Eurico Hummig Filho, estima que estejam em andamento 300 inquéritos. ‘‘A maioria é por furto, lesão corporal, flagrante... Na verdade, aqui é como uma clínica geral: a gente atende de tudo’’, compara.

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