A Divisão de Policiamento do Interior (DPI) deve oficializar hoje à tarde a transferência de parte dos delegados da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão. No final de semana, fontes da própria delegacia davam conta de que os cinco delegados, incluindo o delegado-chefe, José Carlos Rodrigues de Almeida, seriam transferidos. O delegado chefe da DPI, Adir Proença Correa, disse ontem que o remanejamento vai atingir ‘‘alguns’’ dos delegados.
Correa esteve reunido ontem com o delegado geral da Polícia Civil, Arthur Oscar Correia Braga, para definir a questão. Ele não quis adiantar se o delegado-chefe da 16ª SDP estava incluído entre os ‘‘transferíveis’’. Almeida estava ontem em Curitiba e admitiu que sua transferência estava sendo ‘‘estudada’’. ‘‘Estou aguardando o resultado disso’’, disse.
A Folha apurou ontem no final da tarde que já estava certa a transferência de Almeida para Paranavaí. Ele deixa Campo Mourão após cinco anos. O delegado-adjunto Antônio Ângelo Colombo deve ir para Altônia e Adilson José Bonato, para Reserva. O novo delegado chefe da 16ª SDP deve ser Roberval Butaccini, de Apucarana.
Os boatos de queda dos delegados começaram uma semana antes da Polícia Militar descobrir na cidade cinco ‘‘cemitérios’’ de caminhões roubados. O delegado chefe da DPI, negou ligações entre as transferências e a descoberta da quadrilha de desmanche. ‘‘O remanejamento é um fato administrativo normal’’, assegurou.
Desde que a PM descobriu o primeiro esconderijo de pedaços de veículos roubados, há uma semana, não foi divulgado nome de nenhum suspeito. Cinco deles, porém, já estão em mãos da juíza da 1ª Vara Criminal, Mylene Rey de Assis Fogagnoli, e podem ter prisões preventivas decretadas ainda esta semana.
No 11º Batalhão da Polícia Militar, o clima também é tenso. O tenente-coronel Sidnei Edson Mella, que comandava o batalhão, foi afastado há cerca de 15 dias. O comando do BPM passou para o major José Avelino Novakoski sem as tradicionais solenidades. Mella foi afastado porque foi acusado de cometer ‘‘irregularidades’’. O caso está sendo investigado pela PM.
A Folha tentou, por três vezes, falar ontem à tarde com o comandante da Polícia Militar do Interior, coronel Waldemar Kretschemer, mas ele estava em reunião e não pôde atender. O mesmo aconteceu com o chefe do Estado Maior da PM, coronel Sérgio Tipa.

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