Doze casos de queimadura por fogos
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de janeiro de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Doze pessoas vítimas de acidentes com fogos de artifício foram atendidas da meia-noite do dia 31 de dezembro de 2008 até às 12 horas do dia 1º de janeiro pelo setor de atendimento a queimados do Hospital Evangélico, em Curitiba. O número é ligeiramente inferior ao registrado na virada de 2007 para 2008, quando o hospital recebeu 14 casos de queimaduras. "Ainda é cedo para avaliar se houve uma queda no número de atendimentos", analisou o médico pediatra José Eduardo Viana.
Segundo Viana, nos dias seguintes à virada do ano é comum acontecer casos de queimadura causados por fogos. "Às vezes o fogo de artifício não queima totalmente na hora em que é solto. Daí a criança vai brincar com esses resíduos e acaba se machucando", explicou.
Em dezembro de 2007 e janeiro de 2008 o Hospital Evangélico realizou 40 atendimentos de queimados. Já no período de 1º a 29 de dezembro de 2008 foram 20 atendimentos.
Litoral
Segundo o tenente Leonardo Mendes dos Santos, relações públicas do Corpo de Bombeiros, a festa de fim de ano no litoral paranaense registrou apenas dois casos de queimaduras no município de Matinhos.
Para Viana, apesar de terem sido poucos os casos de acidente, as lesões causadas são sempre preocupantes. "Esse tipo de queimadura causa mutilações, lacerações importantes e lesões permanentes", disse.
Segundo o médico, são comuns os casos de amputações de dedos, perda auditiva e lesões graves nos braços. "O paciente é submetido a diversas cirurgias para reconstruir a região atingida e receber enxertos de pele", adiantou.
Tratamento longo
O médico alerta que o tratamento de quem sofre um acidente com fogos de artifício nunca é curto. "Geralmente são vários anos de tratamento e as sequelas são para a vida toda", disse.
"As pessoas precisam se conscientizar que o uso de fogos de artifício exige muito cuidado. É preciso seguir todas as recomendações de segurança ou até mesmo recorrer à ajuda de profissionais na hora de manipular fogos de classes mais perigosas", recomenda.


