Doutoranda de Zoologia estuda alimentação dos peixes da região
Voltando de sua terceira temporada na Antártida, Lucélia Donatti, doutoranda em Zoologia pela UFPR e professora da Universidade de Guarapuava, conta que sempre trabalhou no projeto de comportamento alimentar dos peixes, mas que agora acrescentou um novo tema à pesquisa - o da visão dos animais e sua influência no processo de busca por alimentos. É a tese que pretendo defender no meu doutorado, explica ela.
Comecei estudando os peixes tropicais, aqui mesmo com a professora Edith. E a Antártida surgiu no meu caminho. Segundo Lucélia , nunca houve uma pretensão de fazer pesquisas tão longe assim, mas a oportunidade, que surgiu ainda em 96, quando começou o trabalho, só veio como uma comprovação. Quero ser uma pesquisadora e pesquisar é um aprendizado que pode ser feito em qualquer lugar. Agora estou na Antártida. Mas só vou para lá porque gosto mesmo do trabalho de pesquisa.
Histórias para acrescentar ao projeto não faltam. É com cautela que a pesquisadora lembra de seus momentos no mar.É preciso ter consciência do perigo o tempo todo, diz. Você nunca sabe nada sobre o tempo. E quando as mudanças bruscas ocorrem dá medo, principalmente quando você está no meio do mar gelado.
Edith Fanta também tem histórias não muito agradáveis, como o dia em que quase foi parar no Estreito de Bramsfield. Eu trabalhava na estação polonesa e estávamos desembarcando do bote-mãe em um outro bote inflável. O barco não conseguia ficar com o motor ligado e a água tinha uma correnteza fortíssima. Tivemos que remar muito para podermos nos salvar.Flávia Santanna RiosA professora Edith Fanta, de óculos, e a doutoranda Lucélia DonattiVivian de Albuquerque





