Dou muito valor ao que faço
O município produz hoje uma média de 300 toneladas de lixo todos os dias. Para recolher esse material é preciso muita disposição e cuidado dos trabalhadores que correm atrás dos caminhões pegando as sacolas que, em algumas oportunidades, têm objetos de risco como vidro e seringas.
Aluizio Domingo da Silva, coletor há 22 anos, conta que os problemas com o conteúdo depositado no lixo são comuns. A gente corre muito risco, temos que tomar muito cuidado porque se bobear se corta toda hora, diz.
Entre motoristas e o pessoal da coleta são 113 funcionários rodando dia e noite pela cidade para deixá-la limpa. Silva lembra que, embora seja trabalhoso pelo esforço físico e tudo mais que envolve a profissão, o reconhecimento por parte da população é recompensador. Há algumas reclamações de moradores, mas sempre há também os que elogiam e isso é muito bom, garante.
O trabalho é dividido por setores de acordo com os dias da semana e diariamente o coletor inicia seus trabalhos às 7 horas e só encerra suas atividades depois de ter completado todo o território ao qual foi designado. Acostumado com esse estilo de vida corrido, Silva afirma que não trocaria isso por outra profissão. Dou muito valor ao que faço, sem a gente como fica a cidade?
Silva se emociona ao lembrar de sua união com a família quando deixa sua profissão de lado para se tornar mais um londrinense. Em casa, ele garante que por conhecer os riscos da profissão procura conscientizar sua esposa e filhos para separar o material. Lá em casa, caco de vidro e garrafa, que são os que mais apresentam risco, nós separamos, explica.
O supervisor da coleta de lixo da empresa, Ivani Pereira de Lima, que coordena todas as áreas de Londrina, reconhece a importância de seu pessoal. Eles são fundamentais para a cidade e enfrentar o que eles enfrentam todos os dias não é fácil não. (V.F.)





