Um dossiê entregue ao Centro de Direitos Humanos (CDH) de Foz do Iguaçu revela que existem, em média, entre quatro e cinco brasileiras em cada um dos 36 prostíbulos instalados em Hernandárias, cidade paraguaia a 25 quilômetros da Ponte da Amizade. Em cada bordel, segundo o relatório, ‘‘existem no mínimo duas menores de idade para satisfazer os clientes’’.
Segundo um documento entregue pelo prefeito de Hernandárias, Oscar Lopez, 70% dos prostíbulos pertencem a brasileiros. Alguns bordéis foram denunciados pelo CDH por escravizar meninas menores de idade e forçá-las à prostituição.
O dossiê foi entregue pelo prefeito de Hernandárias durante o lançamento da Campanha Nacional de Combate ao Turismo Sexual, sábado, em Foz do Iguaçu. Em outubro de 96, uma comissão de deputados federais visitou casas de prostituição na fronteira, conhecidas como ‘‘quilombos’’.
‘‘É uma região preocupante. Ali se instalaram bordéis durante a construção da barragem de Itaipu e todos prosperaram’’, diz o cônsul brasileiro em Ciudad del Este, Djalma Mariano. O prefeito Oscar Lopez anunciou que fará parceria com o Brasil no combate à prostituição infantil.

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