DivulgaçãoDefesaO diretor Edno dos Santos, ao lado do vereador Adalberto Pereira: ‘Estou sendo alvo de perseguição’ O professor Edno Mariano dos Santos, diretor do Colégio Estadual Adélia Dionísia Barbosa, está sofrendo mais uma denúncia. Desta vez por desvio do leite da merenda escolar. A acusação foi feita pela merendeira do colégio, Rosa da Conceição Silva Manzano. Segundo o texto formal da denúncia, enviado a autoridades municipais e estaduais, o diretor da escola ‘‘valeu-se do cargo para determinar que as funcionárias de serviços gerais industrializassem com leites de vários sabores, provenientes da merenda escolar, geladinhos para serem vendidos aos alunos dos três períodos em que funciona o estabelecimento’’. Ainda segundo a denunciante, ‘‘a comunidade escolar não tem conhecimento do resultado da venda do produto’’.
A denúncia da merendeira faz parte de um dossiê contra o diretor, apresentado ontem por Cláudio Luís dos Santos, ex-presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Parigot de Souza (zona norte). O documento foi enviado aos vereadores, ao secretário estadual de Educação, à Assembléia Legislativa e ao Núcleo Regional de Ensino.
O professor Edno Mariano dos Santos enfrenta outras acusações, como racismo, maus-tratos, perseguição de professores e funcionários e também desvio de merenda escolar. ‘‘Como a sindicância aberta pelo Núcleo Regional de Ensino não anda, nem os vários pedidos de afastamento do diretor da escola são atendidos, decidimos montar este dossiê, distribuir às autoridades e exigir urgentes providências’’, explica Cláudio Luís dos Santos.
O dossiê apresenta denúncia de empréstimo de folha de cheque de funcionária do colégio; apresentação de notas fiscais com mesmo números números de série e data de emissão anterior à da impressão dos blocos; aquisição de mapas no valor de R$ 500, apenas com recibo de compra (sem nota fiscal); apresentação de faturas telefônicas sem guia de recolhimento; passagem aérea para Curitiba; recibo no valor de R$ 100, referente a um city-tour do colégio a Cambé em período de férias escolares; notas fiscais de combustíveis em grande quantidade; cheque da Associação dos Pais e Mestres do colégio com repasse de verba para o diretor; sublocação de aulas no período noturno; empréstimo de dinheiro de funcionários e professores para garantir-lhes a permanência na escola; falta de pagamento a fornecedores da escola, conforme cópia de protestos; desvio de merenda escolar.
O diretor do colégio estadual Adelina Barbosa, Edno Mariano dos Santos, defende-se das acusações alegando que está sendo alvo de ‘‘perseguição’’. ‘‘Esse ex-presidente da associação quer denegrir minha imagem. É um mau caráter. Ele deveria cuidar da vida dele e prestar contas do período em que foi presidente da Associação de Moradores, que teve muita coisa errada’’, rebateu. Santos esteve na Câmara de Vereadores e usou a tribuna para se defender, já que as denúncias foram entregues no Legislativo.
Ele admitiu que houve a fabricação de geladinhos na escola, mas diz que isso ocorreu apenas por um dia. ‘‘Erros acontecem, mas ele (Cláudio Luiz dos Santos) está aproveitando um erro para prejudicar a imagem da escola inteira.’’ Edno dos Santos garante ter proibido a fabricação.
O diretor contestou as outras acusações feitas contra ele pelo ex-presidente da Associação de Moradores e reafirmou as críticas contra a orientadora educacional Romilda Conceição de Oliveira Bruder, a quem define como ‘‘pessoa encostada no serviço público’’. O nome de Romilda Bruder aparece no ‘dossiê’ preparado por Cláudio dos Santos. Ele afirma que o diretor contraria a lei ao denegrir a imagem da funcionária.
Romilda Bruder também esteve na Câmara ontem e reclama estar sendo alvo de retaliação, desde que perdeu para Edno dos Santos a eleição que o elegeu diretor, no ano passado. ‘‘Tenho 35 anos de magistério e tenho que passar por isso. Não temos clima para trabalhar na escola.’’

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