Dos seis terrenos, apenas um será licitado
Londrina - Em 2011, a prefeitura retomou seis postos de combustíveis da Petrobras Distribuidora. O acordo de exploração assinado em 1991 tinha duração de 20 anos e expirado nesse período. Houve tentativa de prorrogação do prazo por parte dos proprietários, mas os locais acabaram sendo desapropriados.
De acordo com o secretário municipal de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, os dois pontos na Avenida Leste-Oeste permanecerão sem uso até que seja definido todos os detalhes do sistema de transporte rápido de ônibus (BRT), aprovado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e com previsão para início das obras em até dois anos.
Em relação aos postos da Avenida Dez de Dezembro, Dias afirma que o terreno ao lado da Rodoviária já teve autorização de cessão de uso para a Autarquia Municipal de Saúde. "Eles estão definindo o cronograma de obras e recursos para a instalação da sede do Samu e também de um heliporto", completa.
Próximo ao 4º DP, ele comenta que há um estudo de viabilidade em andamento para transformar o antigo posto em um lava rápido para o maquinário do município. "Ainda estamos analisando essa possibilidade, pois será preciso comprar os equipamentos para lavagem", comenta.
Já na Avenida Winston Churchill, o secretário diz que ainda é viável a permissão de uso para posto de combustível e, mesmo sem data, afirma que haverá um processo licitatório. Aliás, desde 2012, dois editais de licitação foram suspensos por adequações no processo. A primeira foi suspensa em dezembro de 2012 e a segunda em fevereiro deste ano.
"A primeira suspensão foi por causa do Samu. Como houve essa autorização para uso da Secretaria de Saúde, tivemos que alterar o edital. No segundo, houve um pedido da Guarda Municipal para ocupar o outro terreno da Dez de Dezembro, mas diante de outro local disponível, houve desistência e novamente tivemos que suspender", explica.
Em relação ao acúmulo de entulhos e lixo nos terrenos, Dias ressalta que limpezas são realizadas esporadicamente pelo setor de Gestão de Bens e Imóveis do município. "Não tínhamos verba para cercar todos esses locais com alambrado e também não temos como manter vigilantes. Estamos contando com as rondas da Guarda Municipal e o trabalho da Assistência Social para nos ajudar a evitar que populares tomem posse dos locais. Quanto ao lixo, dependemos de uma programação, mas principalmente da consciência da própria população", conclui. (M.O.)





