Dos 58 ônibus, só 29 têm licença
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quarta-feira, 20 de novembro de 2002
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
Vinte e nove empresas que fazem transporte intermunicipal de passageiros, em Londrina, estão com registro vencido no Departamento de Estradas de Rodagem (DER). ''Se forem fiscalizadas em blitzes, poderão ser autuadas pela não-renovação do registro e terem o veículo apreendido'', afirmou o superintendente do DER em Londrina, engenheiro Sérgio Leite. Ao todo, na cidade, existem 58 empresas de ônibus, vans e microônibus de fretamento com registro no departamento. Deste número, apenas 29 renovaram o licenciamento, válido até 30 de março de 2003.
Foram apreendidos neste ano, de janeiro até 17 de novembro, em todo o Estado, 43 veículos que estavam operando serviço intermunicipal dentro do Paraná sem a autorização do DER. Para se ter uma idéia, o ônibus da Jataitur, que provocou, na última sexta-feira, a morte de cinco pessoas e 36 feridos, placas AIB-3818, de Jataizinho, não tem registro no DER. O nome do motorista Antonio Ribas, proprietário do ônibus, não aparece no DER. Anteontem, Ribas afirmou que o veículo estava licenciado e não tinha irregularidades. Ele foi procurado no final da tarde de ontem, pela reportagem, mas não foi localizado.
O outro ônibus da Jataitur, placas AHN-3734, de São Sebastião da Moreira, que faz a linha de transporte escolar rural de Londrina-Irerê-Paiquerê, também não tem registro no DER. ''A maneira mais correta de o usuário se precaver é verificar se a empresa e o veículo em que irão viajar possuem o certificado de registro no DER. Este documento é de porte obrigatório no veículo. O usuário pode pedir para olhá-lo''. Todo ano, até 30 de março, o certificado de registro deve ser renovado.
Uma cópia do relatória da fiscalização feita anteontem, no ônibus da Jataitur que faz o transporte escolar, foi enviada à Procuradoria Jurídica da prefeitura para que dê um parecer sobre a empresa e contrato com o município.
O inquérito policial do acidente foi aberto em Morretes pelo delegado Antônio Rocha. O delegado deve enviar precatórias para que as vítimas e testemunhas sejam ouvidas em Londrina. Ele ainda não recebeu o laudo da perícia técnica da Polícia Científica de Paranaguá.
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