Em setembro do ano passado, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) anunciou a inatalação do primeiro pombal da cidade, no Cemitério São Pedro (Centro). O espaço deveria servir como dormitório para os pombos Columba livia, com o objetivo de atrair as aves para que fizessem ninhos e botassem os ovos nas casinhas. A cada dia, um técnico da Sema iria até o local para trocar os ovos por sintéticos, visando um controle populacional.
Mas após seis meses, a estrutura parece não atender as expectativas. A equipe da FOLHA esteve no local e conversou com frequentadores e funcionários do local. ''Elas ficam mais fora do que dentro. Até dou comida para elas dentro da casinha, mas elas comem e saem'', diz Adelaide Pereira dos Santos, que trabalha diariamente na limpeza de túmulos. Ela diz que até agora não viu ninguém trocar os ovos. ''Na verdade, eu acho até que esses dias nasceram uns filhotinhos'', afirma.
O secretário da Sema, José Faraco, concorda que o pombal não está atendendo à função, mas declara que recebe um relatório semanal de monitoramento.
''O pombal é um projeto do ex-secretário e não há planos de instalação de um próximo'', diz Faraco, ao afirmar que irá checar a questão de fiscalização do local. (M.O.)

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