Rio - Dores fortes pelo corpo, por períodos prolongados e que não passam, mesmo com remédios. Esses sinais podem indicar fibromialgia, uma doença que ainda confunde as pessoas por causa dos sintomas diversos.
Mas as dores da fibromialgia não são comuns, são crônicas. Elas duram ao menos dois meses e analgésicos comuns não fazem efeito. Quando é detectada uma dor assim, é recomendado que a pessoa procure uma unidade de saúde para ser avaliada. A doença foi registrada na década de 1970 e cerca de 80% dos casos da fibromialgia são diagnosticados em mulheres.
Além das dores, a fibromialgia engloba várias manifestações clínicas, como fadiga, indisposição e distúrbios do sono. Segundo a Chefe do Serviço de Fisioterapia do Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, Nadjane Pereira, não existem exames ortopédicos, como radiografias, que diagnostiquem a fibromialgia. "A doença é detectada quando são avaliados os sintomas apresentados pelo exame físico, que busca identificar pontos dolorosos padronizados no corpo", afirma.
Nadjane afirma que vários pacientes, em geral mulheres, procuram o médico com quadros de tendinite, dores nos ombros, cervical e joelhos e nem imaginam que tem a fibromialgia. É feito um teste de 18 pontos para avaliar em quais locais do corpo o paciente sente mais dor e assim, iniciar os tratamentos. "A atividade física é imprescindível no tratamento. É essencial trabalhar exercícios regulares com a fisioterapia, remédios e também terapia ocupacional", lembra.
Além de tratamentos baseados em analgésicos, relaxantes musculares e também antidepressivos, é importante o emprego da fisioterapia, acupuntura, terapia ocupacional e exercícios físicos. "Além de suas conhecidas propriedades antidepressivas, esses remédios também possuem atividade analgésica sob o sistema nervoso central. Também é bom realizar relaxamento e alongamento muscular e praticar atividades físicas", afirma o médico Leandro Duarte, Chefe da Emergência do Hospital de Bonsucesso.

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