Dor prejudica vida social
Desde os cinco anos Matheus Ventura Nellessen, hoje com 11, sofre de dores de cabeça. Segundo a mãe do garoto, Márcia Ventura, quando ele era mais novo reclamava de dor, mas era algo eventual, que melhorava com analgésicos. ''Aos cinco anos, no entanto, num Dia das Mães, ele teve a primeira crise forte, que veio acompanhada de vômito, e aos sete teve outra que o fez ter dor por vários dias. Buscamos um neurologista e há três anos diagnosticamos enxaqueca'', relata a mãe.
Além do medicamento pontual para os períodos de crise, Matheus toma outro diariamente como manutenção para evitar a dor. ''A enxaqueca influencia até na vida social do meu filho. Devido às dores intensas, ele já faltou à aula, a provas, assite menos televisão, fica mais tempo deitado, amoado, irritado e não brinca muito'', comenta.
Os episódios de dor começaram mais cedo para Pérsia Bueno. Aos três anos ela reclamava do incômodo para a mãe Ionilda dos Santos Borges, que chegou a levá-la várias vezes à pediatra, mas só conseguiu identificar a enxaqueca com o auxílio de um especialista. Hoje, com 15 anos, a adolescente ainda sofre com crises fortes e toma remédio diariamente para evitar a dor.
A situação é parecida com Jéssica Kawane da Costa, que há sete anos controla as crises com medicamentos. ''Quando ela tinha 10 anos comecei a levá-la ao especialista e ele diagnosticou enxaqueca crônica'', conta a mãe Janete da Costa. (A.V.)





