Donos negam acusação de trabalho escravo
O advogado Paulo Rogério Hegeto de Souza, que representa a usina, salientou que as acusações de que funcionários eram mantidos como escravos na empresa é infundada. Uma fonte da usina que preferiu ter a identidade mantida em sigilio acrescentou que a administração da empresa está trabalhando com a perspectiva de que a usina esteja pronta para iniciar a moagem no início de setembro. A fonte informou ainda que cerca de 3 mil funcionários, além dos 2,5 mil que já trabalham para a empresa, sejam contratados para a próxima safra.
Ontem à tarde, o Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação coletiva em benefício dos trabalhadores. O procurador do trabalho, Antônio Marcos Fonseca de Souza, pede que a empresa faça o pagamento do salário de julho, que continua atrasado. A ação é decorrente da fiscalização do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo.
Segundo a assessoria do MPT, a operação, prevista para terminar no dia 14, foi prorrogada até hoje, uma vez que a Justiça do Trabalho de Porecatu concedeu uma liminar determinando que o Grupo Móvel se abstenha de exigir a rescisão indireta dos trabalhadores.
''O Ministério Público não pretende pleitear a interdição porque acredita que a possível a regularização e o funcionamentro normal da usina'', declarou o procurador do Trabalho Alberto Emiliano.
A fiscalização, que começou em 5 de agosto, resultou em mais de 200 autos de infrações, veículos interditados, 228 trabalhadores encontrados em situação degradante, entre outras irregularidades. (F.R.F.)





