Donos de quiosques criam associação
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Criar uma associação para defender a permanência dos quiosques no Centro de Londrina foi a alternativa encontrada pelos proprietários, preocupados com a possibilidade de ter que abandonar os espaços em razão das obras de revitalização do Calçadão. Os donos afirmam que a iniciativa vai permitir melhor organização dos envolvidos nas negociações com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Entre os proprietários que trabalharam ontem, o clima era de apreensão e expectativa. ''Estou preparando o requerimento com a nossa defesa. Espero que a resposta seja positiva para nós. Minha família tem esta banca há mais de 30 anos, e nunca sofremos uma ameaça como esta'', disse o proprietário de uma das bancas de revistas do local, Antônio Marcos Passarini. Ele acredita que se uma licitação for aberta, como prevê o município, poucos dos que já estão no local conseguirão permanecer.
A mesma preocupação é compartilhada pelo proprietário de um quiosque de sucos, que prefere não se identificar. ''Se abrir licitação, vão ficar só os mais fortes. Interesse para beneficiar o bem comum não existe. O que prevalece é o interesse político ou o financeiro'', criticou. Ele lembrou que a criação da associação é uma forma de transformar os casos individuais em uma causa única, mas tem dúvidas se vai funcionar. ''Há um desânimo total'', resumiu o proprietário, que trabalha no Calçadão há 25 anos.
Os proprietários contam com o apoio dos vereadores José Roque Neto (PTB), professor Rony (PTB) e Sandra Graça (PP), que já haviam intermediado junto à CMTU a ampliação do prazo de respostas às intimações (inicialmente de cinco dias) para até o dia 28 deste mês.


