Maringá Cerca de mil pessoas, entre donos de postos de combustíveis e representantes de órgãos ambientais de Maringá e região participaram ontem de uma conferência. O objetivo foi discutir as novas exigências do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), principalmente sobre a obrigatoriedade do licenciamento ambiental para postos e empresas potencialmente poluidoras do meio ambiente.
De acordo com o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, existem no Paraná cerca de 2.500 postos de combustíveis e todos estão sendo notificados e orientados a obterem o licenciamento sob pena de multas pesadas. Segundo ele, a maioria dos postos não atende às exigências, mas está se adequando. Ele disse que o sindicato está negociando junto ao IAP um prazo para a regularização, já vez que os investimentos necessários, na maioria dos casos, ficam entre R$ 100 mil e R$ 180 mil.
Em Maringá, conforme o diretor do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Rasca Rodrigues, dos 56 postos 34 foram notificados para providenciar o licenciamento e destes um foi multado porque ignorou a notificação. Dez postos já cumpriram as determinações e estão legais e 12 adquiriram a licença prévia primeiro passo para se obter o licenciamento.
Na prática, conforme o presidente da comissão de Meio Ambiente da OAB-PR, Paulo Roberto Pereira de Souza, o licenciamento ambiental é um instrumento contra poluição do meio ambiente no Brasil.
De acordo com o presidente da Associação Profissional dos Geólogos do Interior, Hermam Vargas, o licenciamento ambiental tem como objetivo acabar ou minimizar os problemas de contaminação do solo e garantir o respeito às regras de segurança nos postos.

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