Donos de imóveis pichados desistem de pintar paredes
As pichações em residências, estabelecimentos comerciais, parques e praças também preocupa moradores, comerciantes e a prefeitura. Alguns nem se preocupam em repintar os muros e casas, pois sabem que logo os pichadores voltarão a atacar.
Proprietária de uma loja de confecções no bairro Juvevê, Rafaela Mantovani diz que todos os meses é preciso repintar toda a fachada da loja e nem isso é suficiente para mantê-la limpa. Existem várias gangues na região, e cada uma delas quer deixar sua marca. Mesmo coberta por pichações, a loja foi pintada há menos de um mês.
Para o diretor de Parques e Praças da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Reinaldo Pilotto, não adianta tentar recuperar os locais danificados por pichações, pois em pouco tempo está tudo sujo novamente. Por isso Pilotto diz que é impossível ter um levantamento exato de quanto custa o vandalismo nos muros, parques e praças de Curitiba. Segundo o diretor, um dos locais mais visados pelo pichadores é a praça Afonso Botelho, conhecida como a praça do Atlético.
Criada recentemente, a Comissão de Prevenção e Combate ao Vandalismo está desenvolvendo um plano para conter atos de vandalismo que estão danificando o patrimônio público e privado. O grupo tem se reunido a portas fechadas no Tribunal de Justiça, sob a presidência do coronel Hélio Gomes de Meirelles, diretor da Guarda Municipal, para tratar principalmente das gangues e torcidas organizadas responsáveis por pichações e depredações. Avalia-se a possibilidade de enquadrar essas ações como crime de formação de quadrilha, o que permitiria que os vândalos fossem presos como infratores.(P.G.)





