Donos de ferros-velhos se queixam de furtos
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quarta-feira, 12 de maio de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Proprietários de ferros-velhos na Avenida Dez de Dezembro, que liga a Zona Norte à Zona Sul de Londrina, estão indignados com os sucessivos furtos a seus estabelecimentos. Uma das vítimas mais recentes foi Valdemar Franco, dono da JP Peças Usadas. No início desta semana, ladrões invadiram seu ferro-velho à noite e levaram aproximadamente R$ 2,5 mil em peças.
Franco afirma que, nos últimos três anos, seu estabelecimento foi alvo de furto 12 vezes. O prejuízo maior foi registrado em junho de 2003, quando ladrões levaram cerca de R$ 14 mil em aparelhos eletrônicos do escritório do ferro-velho. ''Eles roubam principalmente rodas de liga leve, pneus, cabeçotes e peças. O problema é que esta região (nas proximidades do Terminal Rodoviário) é área de consumo de drogas e de prostituição. Principalmente nos fins de semana, os viciados entram para furtar e depois revendem os produtos para sustentar o vício'', aponta o comerciante.
Na última ocorrência, os ladrões entraram por um buraco na cerca. Franco diz que não sabe como os criminosos dominaram um cão Rottweiler que faz a segurança. ''Aqui ainda tem cerca elétrica e alarme. Não entendo como eles conseguem entrar'', afirma.
O proprietário do ferro-velho Parts & Peças, Sandoval de Paula Benossi, calcula que ladrões que entram à noite em seu estabelecimento levam mensalmente cerca de R$ 500 em peças. Os produtos mais roubados são peças de alumínio e cobre. Os crimes no ferro-velho são praticados mesmo com dois cachorros fazendo a guarda à noite. ''Acredito que quem rouba mais são catadores de material reciclável. Certa vez, um vizinho do ferro-velho me ligou de madrugada para avisar que estavam furtando peças. Acionei a polícia e uns catadores foram presos em seguida num mocó na região. Eles estavam levando jogos de rodas que valiam no total cerca de R$ 1,5 mil'', calcula o comerciante.
Benossi relata que esta foi a única vez em que procurou a polícia para registrar um furto. ''Nem vou atrás. Eles (policiais civis) ficam fazendo anotação e só. Não resolvem nada. A solução era colocar mais policiamento nesta região'', argumenta.
Bruno Messas, filho do proprietário de um ferro-velho que teve peças furtadas três vezes apenas este ano, tem opinião semelhante. ''Não adianta procurar a polícia. Peças furtadas são difíceis de identificar, então é complicado recuperar'', diz ele.


