Donos de bares protestam em frente à AL
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terça-feira, 01 de abril de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br> Equipe Folha 
Curitiba - Proprietários de bares e restaurantes fizeram um ''panelaço'' ontem em frente à Assembléia Legislativa contra leis e medidas provisórias que restrigem o comércio de bebidas e cigarros. O protesto foi liderado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Segundo o presidente da entidade, Paulo Solmucci Júnior, o objetivo é denunciar ações do governo contra o setor. ''Estão jogando a culpa da violência em nós'', reclamou.
Entre as medidas criticadas pela Abrasel está a Medida Provisória (MP) que proíbe a venda de bebidas alcóolicas em rodovias federais. ''No Paraná essa legislação coloca em risco todo o investimento do setor de turismo em Foz do Iguaçu, uma vez que grande parte dos grandes hotéis e empreendimentos está na beira da estrada'', aponta.
Para o proprietário dos bares Taco El Pancho e Peggy Sue, Gustavo Haas, o setor é o que mais emprega no Brasil. ''São seis milhões de empregos diretos'', informa. ''O que queremos é sermos ouvidos antes que sejam tomadas medidas arbitrárias contra o setor'', defende. Haas emprega 140 pessoas em seus seis restaurantes e bares.
Solmucci diz que a proibição da comercialização não resolve o problema da violência nas estradas. ''O número de mortes diminuiu porque houve mais fiscalização'', disse. No último feriado, durante a Semana Santa, o Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) registrou uma redução de 5% no número de ocorrências de acidentes. ''Em Minas Gerais, onde a proibição da venda de bebidas está suspensa por decisão judicial, também houve redução no índice'', informou.
Segundo o presidente da Abrasel, o governo deveria ''se preocupar mais com prevenção e fiscalização do que com os comerciantes''. ''Há seis meses as rodovias federais estão sem radar e com isso ninguém se preocupa'', aponta. Os equipamentos eletrônicos que fiscalizam a velocidade nas rodovias federais estão fora de operação desde setembro porque os contratos com as empresas que operam os radares terminaram.


