Donos de bares e taxistas discutem campanha
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terça-feira, 08 de julho de 2008
Marcela Rocha Mendes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O dia ontem foi dedicado a reuniões das entidades afetadas diretamente pela Lei Federal 11.705/08, a chamada Lei Seca. Durante a tarde, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) se reuniu com o Sindicato dos Taxistas e a Associação das Centrais de Taxis, com o intermédio da Urbs, para apresentar a campanha educativa ''Se beber, dirija-se a um táxi''. A idéia é estabelecer parcerias com os taxistas que ofereceriam descontos para os usuários indicados pelas casas.
A proposta da Abrasel era de um desconto de até 30% (com base no percurso) e a utilização da bandeira 1 durante a noite que, segundo a associação, já é procedimento de praxe. O presidente do Sindicato dos Taxistas, Pedro Chalus, contestou a proposta, afirmando o certo para período da noite é cobrar a bandeira 2, mas aceitou dar um desconto de 10% da parte do taxista e propôs que outros 10% seriam arcados pelo estabelecimento.
Os representantes da Abrasel justificaram a proposta afirmando que campanha trará boa divulgação para os taxistas. Mas o sindicato retrucou, dizendo que a divulgação e indicação feita pelos taxistas também traz vantagens para a casa noturna. Não houve consenso e os participantes decidiram marcar nova reunião.
Em outro encontro, a Associação Brasileira de Bares, Casas Noturnas e Clubes de Dança (Abrabar) convidou a Urbs, o Batalhão de Trânsito (BPTRAN), o Sindicato de Estacionamentos do Paraná e o presidente do Sindivan para discutir outras alternativas de transporte para os frequentadores dos estabelecimentos. Para o diretor da Abrabar, Fabio Aguayo, ''o setor não pode ficar refém de um único serviço, como é o caso dos taxis''. Aguayo sugeriu soluções como a locação das vans, de limosines ou um funcionário levar o carro do cliente e voltar de moto.
Segundo o diretor de transportes da Urbs, não é permitido que a casa noturna alugue ou compre vans para o transporte de seus clientes. Por lei, esta prática é considerada ''transporte pirata''. Segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura, em Curitiba existem 27 linhas de ônibus ''madrugueiros'', que cobrem praticamente toda a cidade.


