Donos de bares clandestinos são investigados
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terça-feira, 03 de fevereiro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Delegacia de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, está identificando os proprietários de dois bares que funcionavam irregularmente no Jardim Holandez para indiciá-los por desobediência, exposição de pessoas ao risco de vida e venda de bebidas alcóolicas para crianças e adolescentes. Nos dois estabelecimentos foram registradas três mortes e uma tentativa de homicídio em apenas dois dias.
Uma investigação, feita em fevereiro do ano passado, apontou que 68,6% dos homicídios que eram registrados em Piraquara tinham como principal motivo brigas iniciadas em bares clandestinos. Em outubro, começaram as operações para o fechamento dessas casas. Em três meses, 64 bares clandestinos foram fechados. O efetivo da delegacia aumentou de seis para 14 policiais. A delegacia, que notificava entre dez e 13 homicídios por mês, não havia registrado qualquer assassinato neste ano.
''A abertura desses bares foi criminosa'', reclamou o superintendente da delegacia, Valdir Bicudo. Por volta da 1h50 da madrugada de ontem, um tiroteio acabou vitimando Ezequiel dos Santos Ribeiro e Arnaldo Silva (condenado por homicídio em Campinas a cumprir 12 anos de prisão, foragido da Justiça). Uma adolescente de 17 anos foi atingida e encaminhada com ferimentos médios para o Pronto Socorro do Hospital Cajuru. O autor dos disparos conseguiu fugir. ''O tiroteio parece que começou por causa de drogas. Mas todos estavam alcoolizados. Isso geralmente gera discussões e brigas que muitas vezes fogem ao controle dos frequentadores dos bares clandestinos'', analisou.
O dono do Bar e Lanchonete Meu Cantinho, fechado duas vezes por não possuir alvará e funcionar irregularmente, não foi encontrado ontem pela polícia. No mesmo bairro, dois suspeitos da morte de Rodrigo Ferreira, conhecido como ''Beá'', foram presos na noite de domingo. Eles estavam no Bar da Vilma, também fechado no final do ano passado e funcionava sem alvará ou vistoria da polícia. Beá foi morto depois de sair de uma casa de shows com uma adolescente de 17 anos. Ela foi quem reconheceu Osmar e Celso Gomes de Oliveira, os dois irmãos que teriam executado Beá.


