O comerciante Gustavo Bozola pretende mobilizar os proprietários de bares que possuem som ao vivo em Londrina para mudar o Código de Posturas do município. No dia 2 de abril, Bozola, que é proprietário de um bar na Avenida Santos Dumont (Zona Leste), foi multado em razão da execução de música ao vivo e da reclamação de vizinhos.
Como esta foi a terceira notificação do estabelecimento, o bar corre risco de ter o alvará de funcionamento cassado. Ontem pela manhã, representantes da Secretaria Municipal de Fazenda, da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vereadores e do bar, reuniram-se para discutir o assunto.
Pelo Código de Postura do Município o limite máximo da altura do som é de 40 decibéis. E de acordo com a lei municipal nº 6.360, de 1995, o bar que executar música ao vivo ou mecânica todos os dias da semana deverá ter alvará de licença para funcionamento, concedido pela prefeitura; distância mínima de 50 metros de escolas, igrejas, bibliotecas, hospitais e casas de saúde; além de ter a concordância por escrito de 100% dos vizinhos num raio de 50 metros.
O gerente de fiscalização da Secretaria Municipal de Fazenda, Nicolsen Barros sugere que o proprietário faça o isolamento acústico do local. Assim, ele não precisaria da autorização dos vizinhos.
Segundo o vereador Maurício Barros (PT), que preside a comissão, Londrina tem um problema sério de falta de zoneamento ambiental. ''Precisaria haver um espaço delimitado. Hoje num mesmo local há residências, estabelecimentos comerciais e de entretenimento'', explica o vereador. Ele propôs que comerciantes e músicos se mobilizem para discutirem junto com a Câmara uma maneira para adequar a lei à necessidade de todos.

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