Donos de área desocupada no Oeste contam prejuízos
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sábado, 24 de março de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os administradores da Fazenda Três Pontos, em Diamante do Oeste (80 km a Oeste de Cascavel), iniciaram ontem um trabalho de contagem de gado e verificação de prejuízos com a ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Além dos prejuízos ambientais, diversas cabeças de gado teriam sido abatidas e alguns imóveis teriam sido danificados. As 700 pessoas que moravam na fazenda foram retiradas anteontem por um grupo de 800 policiais militares, após um confronto. Três pessoas foram presas por porte ilegal de armas e outras seis foram detidas por desobediência.
Os três detidos responderão termo circunstanciado. Eles foram liberados ainda ontem. Além das armas, foram apreendidas munições e garrafas com combustível. ''Foi um longo processo de negociação e tomamos toda cautela, mas infelizmente os ocupantes tentaram agredir a polícia, que teve que se defender'', justificou o comandante do Policiamento do Interior, coronel Celso José Mello.
Foram escalados para o trabalho de reintegração de posse (obedecendo mandado judicial), policiais militares de Cascavel (entre bombeiros, policiais militares e rodoviários). ''A Polícia Militar de Diamante do Oeste só ficou acompanhando de longe os trabalhos para evitar conflitos na região'', explicou o soldado Veiga, da delegacia local.
Os proprietários da área é que financiaram a retirada dos invasores, que foram levados para os assentamentos de origem. A fazenda ocupada tem cerca de 600 alqueires e estava com 70 alqueires ocupados com plantação (o restante é pastagem). No conflito, cinco sem-terra ficaram feridos. O MST acusa a polícia de disparar tiros de balas de borracha e jogar bombas de gás lacrimogênio contra as famílias.
Ontem, na delegacia local, a FOLHA foi informada que os presos não pertenciam ao movimento. ''Está tudo tranquilo agora'', insistiu o soldado Veiga. Os três presos por porte ilegal de arma foram encaminhados para Cascavel onde responderão o flagrante. A FOLHA tentou localizar os integrantes do MST ontem para falar sobre as prisões, mas não conseguiu.


