O advogado da família Rangel, Nelson Taques Sobrinho, entra hoje com uma ação de manutenção da posse da área ao lado do Jardim Santa Fé (zona leste), invadida no sábado à noite. ‘‘A expectativa é que a Justiça ordene a desocupação o mais rápido possível’’, afirma. Ele informou ainda que os proprietários da terra não apresentaram nenhuma alternativa à desocupação e, aparentemente, não estão abertos a uma desapropriação amigável da área.
Ontem, o número de famílias já tinha quadruplicado e a comissão formada pelo grupo invasor contava 116 famílias instaladas na área. Elas começaram a chegar por volta das 20 horas de sábado, e no domingo de manhã havia 30 delas ocupando a área. A previsão inicial da associação de moradores do Jardim Santa Fé era de que, até o final do domingo, o número chegaria a 50. Mas, no domingo à noite, 100 famílias já ocupavam o terreno.
Segundo a comissão, não será possível atender a todas as famílias que estão chegando ao local em busca de um lote. Uma equipe trabalhou durante todo o domingo para organizar a ocupação.
O terreno, de cerca de dois alqueires, foi dividido em lotes de 10 metros por 20 metros - tamanho padrão de loteamentos populares adotado pela Cohab. A comissão dividiu a área em 130 lotes mas ontem, além das famílias instaladas, já havia fila de pessoas esperando a possibilidade de também conseguir um terreno.
As famílias que estão ocupando a área vieram de várias regiões da Cidade, entre elas o Aquiles Sthenghel (zona sul), Parque Ouro Verde e Paraíso (zona norte). A maioria, afirma a comissão, é formada por pessoas desempregadas que não têm mais como arcar com o aluguel de uma moradia. Ontem, a comissão ainda não sabia como ia fazer para explicar às famílias que chegarem que não há mais espaço.
A perspectiva da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina resolver o problema das famílias que ocuparam a área é remota. O presidente da Companhia, Wilson Sella, repetiu ontem que a Cohab não dispõe de recursos para atender à demanda de moradia da Cidade. ‘‘Também não temos, hoje, uma área para receber estas famílias.’’
Sella garantiu, entretanto, que a Cohab vai estar acompanhando todo o processo e ajudando a buscar alternativas para o problema.

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