Dono diz que motos vão continuar na rua
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quinta-feira, 26 de junho de 1997
Da Redação 
O proprietário da empresa Central Moto Táxi, Luiz Antônio Campinha, informou ontem que continuará trabalhando e vai recorrer da decisão do juiz da 10ª Vara Civel, Mario Nini Azzolini. Ontem, o juiz derrubou a liminar que garantia o funcionamento da empresa. Estamos fazendo de tudo para legalizar a situação e trabalhar da forma correta. Mas, se o poder público continuar insistindo em não deixar a gente trabalhar, vamos ser mais uma entre as empresas clandestinas que operam na Cidade.
O empresário observa que, até ontem no final da noite, não havia sido notificado oficialmente da decisão do juiz. De acordo com a lei, depois de notificado, Campinha teria 24 horas para suspender o serviço. Assim que isso acontecer, meu advogado vai recorrer da decisão em Curitiba. Não vou aceitar a decisão passivamente, reforçou. A empresa está funcionando desde o início de abril e já conta com 26 moto-taxistas.
A Central Moto Táxi é, segundo ele, a segunda maior empresa da Cidade - vindo depois da Solução Moto Táxi, que conta com 50 motos. Durante os dias da semana, a empresa recebe em média 180 chamadas. Mas nos finais de semana o número cresce para até 280 atendimentos diários. Campinha garante que a aceitação da comunidade tem sido excelente.
Os moto-taxistas são acionados via bip para fazer o atendimento e cada empresa atende os locais mais próximos à sua sede. As pessoas estão satisfeitas com o serviço e agilidade do atendimento, enfatiza Campinha. O custo, admite, é o fator mais atrativo do serviço, que chega a cobrar até cinco vezes menos que um táxi convencional.
(Célia Baroni)


