Dono diz que é enérgico: Mas nunca fui violento
O proprietário da Casa Lar, de Londrina, Giacomo Aldo Bombardi, negou todas as acusações feitas por Joana Borges da Silva e Francisca Oliveira Lima Jordão. Não sei por que elas fizeram isso. É uma barbaridade, afirmou. Às vezes sou enérgico com os pacientes porque muitos deles são deficientes mentais. Mas nunca fui violento.
Sobre a acusação de que os pacientes ficavam sem água à noite, a mulher de Bombardi, Maria José, afirma que o registro era parcialmente fechado para evitar que eles ficassem brincando com a água. Bombardi confirmou que Francisca morou um tempo na Casa. Ela saiu daqui nos devendo R$ 60,00, disse.
A Casa Lar funciona em duas edificações na Rua Oduvaldo Viana, no Parque das Indústrias (zona sul) e atualmente atende 33 pessoas, entre homens e mulheres - a maioria deles acima dos 40 anos. As mulheres ficam em uma ala e os homens, em outra. Aparentemente, as condições higiênicas do local são boas.
Cada um dos internos paga no mínimo R$ 130,00 pela alimentação e hospedagem. Se eles são mais dependentes, pagam mais, contou. Bombardi confirmou que a grande maioria deles sofre de alguma deficiência mental ou física e que muitos deles foram encaminhados por outras entidades.
Apesar de exigirem um atendimento diferenciado justamente por causa das deficiências, Bombardi disse que os pacientes não recebem atendimento especial. Tem uma enfermeira que vem aqui à noite para dar remédios, disse. Ele afirmou também que, sempre que necessário, leva os pacientes para o médico ou para hospitais.
O Conselho Municipal de Assistência Social recebeu a denúncia contra a Casa Lar, feita pela Rádio Paiquerê, e irá investigar. Segundo Neusa Harume Tiba, do Conselho, outras duas denúncias contra asilos clandestinos também serão analisados. (L.O.)





