Dono de revendedora rebate acusação
Osmani Costa
De Londrina
O ex-gerente e ex-sócio-proprietário da Alfaville Veículos, Denis Sanches Spurio, esteve ontem na Redação da Folha, acompanhado do advogado João Basso, para rebater as acusações de crime de estelionado, fraude e irregularidades em vendas de automóveis, feitas na edição de ontem pelo funileiro Manoel Amarildo Zambrin e ex-clientes. Anteontem, Spurio não quis conceder entrevista para comentar as denúncias contra ele e o advogado Basso não foi encontrado pela reportagem.
Em ação criminal que será movida pelo advogado Wilson Sella, o funileiro Zambrin denuncia Spurio por crime de estelionato. O crime teria ocorrido em junho do ano passado, quando Spurio e outros quatro sócios realizaram alteração contratual na empresa Alfaville, transferindo a titularidade da revenda para Zambrin de maneira supostamente fraudulenta.
Segundo o denunciante, para a mudança contratual foram usados os documentos que Manoel Zambrin havia perdido poucos meses antes. Além disso, no documento de transferência de propriedade, a assinatura de Zambrin teria sido falsificada. Não conheço o funileiro Zambrin e nem recebi nada dele para a venda da minha parte na sociedade. Tudo foi acertado pelos dois contadores que prestavam serviço para a Alfaville. Quando fui assinar o documento, ele tinha sido assinado pelo comprador, pelos dois contadores e meus quatro sócios, alegou, ontem, Denis Spurio.
Spurio e o advogado Basso rebateram também as denúncias feitas por Lázaro Cristiano da Silva e Cristiane da Silva Leal. Segundo a versão do primeiro, ele teria comprado da Alfaville um Mitsubishi Eclipse, por R$ 17 mil, com problemas na documentação: falta de carta de importação e carta de liberação de financiamento, de um proprietário anterior, fria. Lázaro é um mentiroso; estou revoltado com ele. Nunca fiz negócio nenhum com ele, que na verdade comprou o Mitsubishi carro que nunca tive no estacionamento de um outro vendedor, afirmou Spurio.
Cristiane Leal contou que, para desfazer a compra de um Monza com defeito pelo qual havia pago R$ 3.500,00 de entrada e parcelado outros R$ 4.500,00 , o dono da Alfaville deu-lhe um cheque no valor da entrada, que depois sustou o pagamento. O Monza já foi vendido para outra pessoa, e até hoje não recebi o dinheiro que paguei de entrada. Além disto, o documento do carro continua no meu nome; e eu sendo responsabilizada por multas que já somam mais de R$ 800,00, ressaltou ela.
O advogado João Basso mostrou a ação que Cristiane Leal moveu contra Spurio no Juizado Especial antigo Pequenas Causas , segundo a qual ela só reclama de R$ 773,00 gastos no conserto do automóvel, três dias após a compra. Já pagamos este valor aos mecânicos que prestaram o serviço e tudo o que devíamos a Cristiane, que pegou outro carro em substituição ao Monza, garantiu o ex-dono da Alfaville.
Ele afirmou ainda que não se conforma em estar sendo o único responsabilizado nas ações ajuizadas contra a Alfaville, onde tinha outros quatro sócios. Talvez estejam fazendo isto contra mim porque eu era o gerente, e sempre estive à disposição para atender todos com atenção. Tenho um nome a zelar e não mereço esta perseguição, afirmou Denis Spurio.
O ex-dono da Alfaville disse ainda que compareceu anteontem ao 1º Distrito Policial (DP) para depor em dois inquéritos que apuram denúncias contra ele. Não estou fugindo de ex-clientes, nem das autoridades. Tudo que há contra nós, responderemos com tranqulidade na Justiça. Vamos acertar tudo da melhor maneira possível, ressaltou.





