Londrina - O proprietário da Terra Dourada Transportes, Antônio Masson, de Ibiporã (14 km a leste de Londrina), contestou as declarações do presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Paraná, Newton Felício, sobre as condições de utilização dos ônibus da empresa. Segundo Masson, todos os seus veículos estão em perfeitas condições de utilização e com a documentação em dia. ''Minha empresa é pequena, mas sigo todas as normas que as grandes seguem. E a garagem não pode ser utilizada como embasamento para verificar ou não as condições dos veículos'', afirmou.
O guia turístico havia dito que a empresa só possuía veículos antigos e que a garagem, localizada entre a Ceasa e Ibiporã, ''parecia um depósito de carcaças''. Na madrugada de sábado, um veículo da Terra Dourada fretado para uma excursão ao Litoral do Paraná se envolveu em um acidente na BR-376, próximo a Imbaú (104 km ao norte de Ponta Grossa), deixando 23 dos 42 passageiros feridos.
A Folha esteve na garagem e no escritório da Terra Dourada e comprovou que no primeiro local havia ônibus antigos em processo de reparação e pedaços de carcaças descartadas. No escritório, o proprietário apresentou vários documentos provando estar em dia com a documentação junto à Agência Nacional de Transporte Terrestre, Embratur e seguradora. Segundo os documentos, dos seis ônibus da empresa, quatro possuem chassis datados de 1986 e carroceria de 1994, e dois de 1992.
Masson também contestou declarações de vítimas do acidente, publicadas na Folha, em edição de domingo. Segundo ele, as pessoas reclamaram da demora do atendimento da empresa quando estavam ainda abaladas pelo acidente. De acordo com Masson, o acidente aconteceu porque o motorista foi desviar de um caminhão que fazia uma ultrapassagem irregular.

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