Com menos de cinco horas de diferença, dois crimes elevaram assustadoramente as estatísticas da violência, computando 175 vítimas de homicídios em Londrina somente este ano, contra as 161 do ano passado. Embora separados geograficamente um dos crimes foi na Zona Oeste e o outro, na Zona Sul , nos dois casos os disparos foram efetuados por uma dupla. As vítimas foram Wesley Carlos de Melo, 20 anos (veja texto abaixo), e Alaerte Francisco Zanoni, 56.
Proprietário do Bar Gelobel Dom Pablo e pessoa muito conhecida em Londrina, Zanoni foi morto ontem, por volta das 2h30, com um tiro no peito quando chegava em casa, na Rua País de Gales, Jardim Igapó (Zona Sul). A esposa do empresário, Maria Cristina Ferreira Zanoni, estava junto com ele na caminhonete Silverado que dirigia quando foi morto.
Em depoimento à Polícia Civil, Maria Cristina disse que os autores do disparo que vitimou seu marido foram dois homens que estavam em um motocicleta. Segundo o delegado de plantão que atendeu a ocorrência, Eduardo Cabral Júnior, a esposa do empresário afirmou ter ouvido dois disparos de arma de fogo. ''Os homens se aproximaram com a moto quando o carro ainda estava em movimento e dispararam contra o vidro do carro, que atingiu o empresário no peito'', contou o delegado. Cabral observou, no entanto, que não houve ainda comprovação do suposto segundo tiro.
De acordo com delegado, Zanoni teria saído momentos antes de seu bar, localizado no Parque Guanabara (Zona Sul) e, antes de se dirigir a sua residência, teria dado uma carona a um funcionário. A esposa da vítima contou ao delegado que, depois de deixarem o funcionário, ela teria percebido uma dupla em uma moto, que teria passado pela caminhonete olhando fixamente para o interior do veículo. ''Ela disse que até se assustou com os rapazes, mas não percebeu se eles continuaram seguindo o casal e também não soube informar se eram os mesmos que atiraram contra seu marido'', comentou.
Segundo Cabral, a polícia ainda não tem pistas dos autores do homícidio e trabalha com duas hipóteses sobre o crime. A primeira é que poderia ser uma tentativa de roubo, já que o empresário levava, no veículo, o dinheiro resultante do movimento no bar. No entanto, o dinheiro não foi roubado. A quantia que estava no carro não foi divulgada.
Outra hipótese é que o crime possa ter sido encomendado. ''Mas tudo ainda é muito obscuro. A esposa afirma que não foi dada voz de assalto, e que os tiros foram à queima-roupa. Ela também afirmou que o marido não tinha inimigos'', disse. O delegado pede que caso alguém tenha alguma informação sobre o crime, faça uma denúncia anônima pelo telefone 147.

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