O comerciante José Ferreira de Barros, 56 anos, foi morto com três tiros no final da noite de domingo no interior da sua lanchonete, localizada na avenida Inglaterra, 764, jardim Igapó (zona sul).
O comerciante morreu a caminho do Hospital Evangélico, quando era levado pelo Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência (Siate). Segundo informações não oficiais do Instituto Médico Legal (IML), Barros foi ferido na cabeça, na mão direita e no ombro esquerdo, por tiros de revólver calibre 38.
Vizinhos e familiares do comerciante disseram que ele não tinha inimigos, mas que estava investigando um cliente que teria lhe passado um cheque roubado. O delegado do 4º Distrito Policial, Jorge Barbosa, que começou a investigar o caso, disse ter certeza de que a vítima chegou a trocar tiros com os agressores. Segundo declarações do filho de José Ferreira, Wilson, o pai usava um revólver calibre 22 que desapareceu da sua cintura, ficando apenas o colder vazio.
Testemunhas contaram que os tiros foram disparados por dois homens morenos, que teriam chegado em um Passat. Um outro suspeito teria ficado no carro, estacionado a 50 metros da lanchonete.
O perito Pedro Ota, do Instituto de Criminalística de Londrina, que fez o levantamento do local, informou que os dois homens teriam entrado pelos fundos da lanchonete e surpreendido o comerciante. A não ser o revólver que teria sido roubado, a polícia não conseguiu apurar se os dois homens levaram também outra coisa da lanchonete.
O delegado Barbosa disse que está investigando três hipóteses: vingança, queima de arquivo e latrocínio (matar para roubar). Ele disse que hoje ouvirá duas testemunhas e dois parentes do comerciante.

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