UMUARAMA - O comerciante José Lopes Teixeira, de 36 anos, foi preso anteontem pela polícia de Umuarama, sob a acusação de usar o Hotel São Jorge, que pertence a ele, como ponto de prostituição de menores. Segundo a polícia, uma menina de 15 anos ficava na porta do hotel chamando homens para programas. Ontem, a Vigilância Sanitária também agiu, fechando o prédio por causa de infiltrações nos quartos e no banheiro. A água está cortada há 10 dias.
A menor foi recolhida à delegacia junto com Teixeira. Depois de ouvida, ela foi liberada para o Conselho Tutelar do Menor em Mariluz, onde moram seus pais. Ela contou aos policiais que estava em Umuarama há cerca de um mês. ‘‘Fiz um acordo com o dono do hotel. Ele me dava um quarto e eu ajudava a ganhar dinheiro’’, afirmou.
A garota disse que chegava a fazer quatro programas num único dia. O lucro do hotel, segundo ela, ficava por conta das vendas de cerveja e no aluguel do quarto, geralmente bem acima dos praticados normalmente. A cerveja, que no bar vizinho custa R$ 1,50, no hotel era vendida a R$ 2,50.
Teixeira nega a acusação de favoracimento à prostituição infantil. Em seu depoimento à polícia, ele disse que a intenção era contratar a garota para ajudar na limpeza do hotel. ‘‘Pedi os documentos pessoais a ela, o tempo foi se passando e ela não trouxe’’, observou.
Teixeira admitiu que recebe mulheres no hotel, mas para ajudá-lo a servir seus clientes quando faz churrasco. Um vizinho do hotel, que preferiu não se identificar, disse que é normal o local ser frequentado por ‘gente estranha’. ‘‘É tudo normal’’, disse. ‘‘O local está um verdadeiro pardieiro’’, comentou a chefe da Vigilância Sanitária, Dione Dalbem.

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