Londrina
Dois homens de cor branca, armados de revólveres, assaltaram na tarde de ontem o funcionário da fábrica de carregamento de baterias Trans-Peus, Antônio Jesse, e roubaram R$ 4,2 mil destinados ao pagamento dos empregados. Junto com o funcionário estava a proprietária da firma, Valentina Peus.
O roubo ocorreu em frente à Trans-Peus, localizada na rua Santa Terezinha, 848 (zona leste). ‘‘Eles estavam em uma motocicleta (CB-450/cor preta com detalhes vermelhos), usavam capacetes e, ao chegarmos na empresa, eles nos abordaram com os revólveres’’, contou Jesse.
Ele desconfia que os ladrões viram ele retirar o dinheiro do caixa da agência centro do banco Bradesco e que depois foi seguido por eles. Segundo o funcionário, esta agência não possui nenhum sistema de segurança na entrada, dando possibilidade de qualquer um entrar e sair armado no seu interior.
De acordo com informações passadas pela polícia, esta é a quinta vez que ladrões de motocicletas assaltam clientes quando eles saem dos bancos.
O delegado de Cambé, Nasser Salmen, descobriu um desvio de carga de caminhão no valor de R$ 80 mil, envolvendo dois policiais militares e uma quadrilha de ladrões de Apucarana.
O primeiro a ser preso foi o motorista do caminhão do Expresso Apucarana, que estava carregado com calças jeans, camisetas e bonés. O motorista do caminhão, Pedro Juliano da Silva, foi encontrado em Assis (SP) e contou à polícia daquela cidade que havia sido assaltado em Cambé e levado pelos ladrões até lá, onde foi libertado. O fato ocorreu em 1º de julho, mas a farsa foi descoberta ontem.
No início de seu depoimento ao delegado Nasser, o motorista repetiu a versão do assalto mas no final acabou contando sobre o desvio da carga e o envolvimento dos soldados do 4º Batalhão da Polícia Militar de Maringá, Valcir Modesto - que seria o idealizador do plano - e Valdir Latif Ali. A carga foi encontrada na casa deste último policial militar, que também está sendo acusado de tráfico de armas, de tóxico e lesões corporais graves por envolvimento em acidente de trânsito. Segundo Salmen, o outro acusado é José Carlos dos Santos, que estava encarregado de vender a carga em São Paulo. Excluindo os policiais, os demais acusados tiveram suas prisões preventivas decretadas.
Somente este ano ocorreram dois desvios de cargas de agrotóxicos na região Norte, mas a polícia conseguiu prender somente os motoristas dos caminhões e reaver apenas uma parte do roubo.

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