Dono de escola deixa professores na mão
Kraw PenasResponsável pela Escola Maria Fumaça teria deixado de pagar professores de uma outra escola que teve em JacarezinhoTrinta e cinco professores e funcionários da Escola Maria Fumaça, de Curitiba, estão sem receber salários desde o mês de dezembro. Segundo a professora Michela Feres Rocha, as aulas estão suspensas desde 24 de março, quando o último dos 110 alunos pediu transferência. Aperar disso, todos os trabalhadores da escola continuam indo até lá, para assinarem lista de presença e evitar a caracterização de abandono de emprego.
Michela afirma que por diversas vezes os professores procuraram o responsável do colégio, Eumero de Oliveira e Silva, para tentar receber os atrasados, mas só conseguiam pequenos vales. No último contato realizado entre os professores e Silva, dia 19 de março, Silva teria dito que estava com problemas de dinheiro e que iria viajar, mas que na segunda-feira estaria em Curitiba para uma reunião com funcionários e pais de alunos. Nesse encontro, se não houver um acordo devemos entrar com uma ação trabalhista e os pais podem recorrer ao Procon e à Secretaria Estadual de Educação para recuperar prejuízos, diz Michela.
Segundo professores, há cerca de 15 dias o fornecimento de água foi cortado pela Sanepar. O telhado da biblioteca, quebrado durante as chuvas de dez dias atrás, não foi consertado.
A crise na Escola Maria Fumaça teria começado em dezembro de 1997, com o não pagamento de salários e 13º dos funcionários e professores. Apesar disso a direção do colégio abriu matrícula no início de 1998 e continuou cobrando nos meses seguintes as mensalidades dos alunos do maternal até a oitava série.
Outro fato que irritou os pais de alunos e professores foi o atraso 30 dias no fornecimento das apostilas do Positivo, que segundo Michela foi causado por um cheque sem fundos de Silva àquela empresa. A partir daí os professores revelaram aos pais de alunos as dificuldades salariais, o que junto ao corte de água e ao incidente do telhado da biblioteca, motivaram que todos os alunos pedissem transferência do colégio.
No Sindicato dos Professores das Escolas Particulares do Paraná (Sinpropar) a informação é que esta não é a primeira vez que Silva tem problemas salariais com professores. O sindicato informou que há cerca de três anos o tradicional Colégio Cristo Rei, em Jacarezinho (Norte do Paraná), estava arrendado por Silva e teve o mesmo problemas.
A Secretaria Estadual de Educação informou que a Escola Maria Fumaça está registrada para atender alunos de primeira à oitava série, mas não do maternal.





