O proprietário do chassi de caminhão, José Santino Espíndola, que transportava a casa de madeira responsável pelo acidente que matou o comerciário Emerson Justino, 26 anos, se apresentou ontem para depor na 15ª Subdivisão Policial de Cascavel. Ele disse ao delegado-adjunto Acácio Azevedo que o imóvel foi deixado no local devido à forte chuva que caiu durante a tarde.
Em seu depoimento, Espíndola explicou que por causa da altura da casa, os fios de eletricidade precisariam ser erguidos para evitar acidentes ou desligamento de energia. Com a chuva forte, não houve condições de mexer nos fios. ‘‘Eu deixei o chassi naquele lugar por medo de causar algum acidente, e acabou acontecendo uma fatalidade’’, lamentou.
O proprietário do chassi disse que trabalha há 17 anos com esse tipo de transporte, mas que não possui licença para trabalhar em Cascavel. Sua autorização é para fazer transportes apenas em Toledo, onde está registrada sua empresa. Conforme informações da Polícia Militar, Espíndola infringiu o artigo 231 do Código de Trânsito Brasileiro que proíbe esse tipo de transporte sem o devido licenciamento.
José Espíndola reconheceu que o caminhão ocupou grande parte da pista, porém tentou justificar dizendo que havia deixado galhos de árvore para fazer a sinalização do local. ‘‘Eu deixei vários galhos por cerca de 50 metros, mas acho que a iluminação era ruim e o motorista não percebeu.’’
O acidente aconteceu na noite de quarta-feira, quando o Voyage, placa ADC-6567, conduzido por Emerson Justino trafegava pela Rua Vicente Machado, no Bairro Maria Luiza, colidiu com a casa e teve o teto arrancado. Após bater, o veículo seguiu desgovernado por 90 metros, até invadir um terreno baldio, onde parou após colidir com um muro. Emerson Justino chegou a ser atendido por uma equipe do Siate, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao chegar no Hospital Policlínica.

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