Curitiba - O dono e o gerente da empresa Casquinha Eventos foram indiciados por homicídio culposo e lesões corporais causadas por um acidente com brinquedos infláveis no mês passado, durante uma festa na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), em que duas crianças morreram. O inquérito que investigou o caso foi encerrado ontem pelo 3º Distrito Policial da Capital e concluiu que os responsáveis pela empresa foram negligentes, já que os brinquedos não estavam amarrados ao solo.
O caso ocorreu no domingo 16 de setembro, durante uma festa da Associação Desportista Classista da Siemens. Amanda de Oliveira Vieira, de 8 anos, e Luís Eduardo da Silva, de 5, foram arremessados do brinquedo Castelinho Pula-Pula, que se desprendeu do chão e morreram no local. Uma terceira criança que estava no mesmo brinquedo ficou ferida. Além disso, um touro mecânico foi arrastado até se chocar contra uma porta de vidro, ferindo mais oito pessoas.
O delegado Carlos Alberto Castanheiro, titular do 3º DP, afirma que os laudos periciais concluíram que os brinquedos foram deslocados por um forte vento. O que complicou os responsáveis pela Casquinha Eventos, que alugou e instalou os brinquedos, foi uma carta enviada pelos fabricantes do pula-pula, em resposta ao delegado. ''A carta diz ser imprescindível o uso de amarras quando esses brinquedos são instalados a céu aberto'', explica Castanheiro. ''As investigações comprovaram que os brinquedos não estavam amarrados, o que configura que a empresa foi negligente com a segurança das crianças'', acrescenta.
Por isso, o delegado indiciou o dono, Glécio Mussy, 52 anos, e o gerente da empresa, Ocimar Rodrigues, 36, por homicídio culposo (sem intenção) e lesão corporal culposa. Ontem mesmo, Castanheiro enviou o inquérito à Justiça. Caso condenados, Mussy e Rodrigues podem pegar de 1 a 3 anos de prisão por cada uma das mortes, além de 6 meses a 1 ano pelas lesões corporais. A FOLHA entrou em contato com o advogado dos indiciados, mas até o fechamento desta edição, não havia recebido resposta.

mockup