O sócio-proprietário da Casa da Cachaça, Osmaldo Bueno de Oliveira, esteve ontem na redação da Folha acompanhado do advogado Marco Aurélio Ceranto para fazer algumas considerações em relação à matéria públicada na edição de ontem. No texto, moradores da área central reclamavam do barulho provocado por supostos frequentadores do estabelecimento, até altas horas da madrugada, sobretudo nas noites que antecediam as provas do vestibular da UEL. Entre as reclamações, está de que frequentadores estacionam automóveis na frente do bar e ligam o som ao máximo.
Bueno considera que os moradores têm toda a razão quando reclamam do barulho, principalmente em épocas de vestibular, mas observa que o bar não pode ser apontado como culpado. ‘‘A pessoa que atrapalha, que pára o carro e liga o som, nem entra no bar, não é nosso cliente. E a gente sempre tomou o maior cuidado com o barulho, nunca teve briga no bar. Mas não temos autoridade do portão para fora. Não posso simplesmente colocar um segurança na frente do bar e tocar todo mundo’’, diz. ‘‘Inclusive nós mesmos ligamos para polícia quando alguém estaciona o carro e liga o som, para evitar esse tipo de problema.’’
O advogado Marco Ceranto lembra que as reclamações em relação ao bar publicadas na imprensa sempre coincidem com período de vestibular, quando praticamente toda a Cidade sofre uma transformação com a permanência de mais de 20 mil vestibulandos. ‘‘A Casa normalmente é citada de forma pejorativa, sendo que é o bar de maior sucesso da Cidade. E Londrina oferece o quê para os jovens no vestibular? É natural que eles apareçam lá. O problema são àqueles que ficam em frente ao bar, não dentro’’, diz. Para ele, uma das alternativas para aliviar o barulho poderia ser o destacamento de um efetivo policial para evitar abusos.
‘‘A Cidade movimenta mais de US$ 2 milhões durante os quatro dias e não quer movimento durante à noite? O jovem não fica em casa mesmo, quer sair, conhecer a Cidade. Agora, querem que o bar pague o ônus disso, se transforme em bode expiatório’’, diz o advogado Ceranto. O dono do bar aponta ainda que a área em que está localizada a Casa da Cachaça não é ‘‘totalmente residencial’’, como foi afirmado por uma das moradoras, mas sim zona mista. Ou seja, ali poderiam se instalar tanto bares quanto também restaurantes e até indústrias. Bueno garante ainda que em dias de movimento normal não existe a confusão da época de vestibular.

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