O delegado de Nova Londrina, Eduardo Mady Barbosa, que preside o inquérito, revelou ontem à Folha que o jagunço Augusto Barbosa da Costa foi o único suspeito que ele conseguiu ouvir, antes da chegada dos dois advogados da Fazenda Figueira, Ricardo Baggio e José Ortiz, no domingo. Em seu depoimento, Costa contou que não havia intenção de violência. Segundo ele, 30 jagunços saíram armados e encapuzados em direção às fazendas Santo Ângelo e Boa Sorte. Ele acusou seu companheiro Jair Firmino Borracha de ter atirado à queima-roupa em Sebastião Camargo Filho.
O porta-voz da UDR em Paranavaí, Benedito Praxedes, confirmou que a Fazenda Figueira é filiada à entidade. Seu proprietário é Marcelo Aguiar, que mora em São Paulo. Segundo o delegado Barbosa, foi Aguiar quem ligou para a UDR pedindo a presença dos advogados na Fazenda Figueira, no último domingo. Segundo Barbosa, a fazenda foi usada porque fica no meio do caminho entre Marilena e Paranavaí. ‘‘O caminho para Boa Sorte e Santo Ângelo fica mais curto partindo da Figueira. Se os jagunços estavam lá, é porque foram autorizados a ficar lá, e por isso vou ouvir o depoimento do Marcelo Aguiar’’, informou o delegado.
O delegado de Paranavaí, José Carlos Rodrigues de Almeida, enviou ofício ao juiz Álvaro Rodrigues Júnior, da 1ª Vara Criminal, pedindo autorização para transferir os pistoleiros presos no domingo para um lugar mais seguro. A remoção foi autorizada, mas o delegado não havia decidido até ontem para onde o grupo poderia ser transferido.

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