Dono aguarda resposta da Justiça
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de novembro de 1996
Lucília Okamura 
O advogado Nelson Taques Sobrinho espera para esta semana uma resposta da Justiça para a ação de manutenção de posse de uma área localizada ao lado do jardim Santa Fé (zona leste), invadida no dia 9 deste mês. O advogado representa a família Rangel, proprietária do terreno, e impetrou a ação no Fórum no início da semana passada.
O advogado acredita que os juízes ainda não tiveram tempo de apreciar o processo porque estavam ocupados com a eleição municipal. Nelson Taques Sobrinho espera para os próximos dias uma decisão favorável da Justiça, isto é, que ordene a desocupação imediata do terreno.
A invasão começou à noite e contou com a participação de aproximadamente 30 famílias. Dois dias depois mais de 110 famílias haviam se instalado no local. Elas vieram de diversos bairros da Cidade, como os jardins Paraíso (zona norte) e Novo Amparo (zona leste).
Uma comissão de ocupantes foi criada para organizar o movimento. Segundo esta comissão, a maioria das famílias que participou da invasão é formada por pessoas desempregadas que não têm mais condições de pagar aluguel.
O terreno da família Rangel possui aproximadamente dois alqueires e foi dividido em lotes de 10 x 20 metros pelos próprios invasores. O tamanho é o adotado pela Companhia de Habitação (Cohab) nos loteamentos populares.
O presidente da Cohab, Wilson Sella, informa que na zona leste aconteceu outra invasão nos últimos dias. O fundo de vale do jardim Marabá foi ocupado por algumas famílias - ele não soube precisar o número exato.
É um local reurbanizado de onde já havíamos retirado algumas famílias. Agora, elas resolveram voltar para o local, diz Sella. O presidente da Cohab afirma não ter perspectivas para solucionar os problemas das famílias invasoras.
(Lucília Okamura)


