Donas de bar apontam golpe de cheque roubado
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terça-feira, 15 de julho de 1997
Edmara Michetti Londrina 
César AugustoMuy amigo!Márcia Stocchero e Fátima Batista: segurança teria conquistado confiança para aplicar o golpe As comerciantes Márcia Stocchero e Fátima Batista, sócias de um bar, tiveram um prejuízo de R$ 1.088,00 por trocar oito cheques roubados para Reginaldo Diniz Nascimento. Diniz, como é chamado, se apresenta como detetive e presta serviços de segurança. As sócias conhecem outros quatro casos semelhantes, em que os comerciantes foram enganados por Diniz.
Fátima conta que Diniz chegou ao bar oferecendo serviço de segurança e acabou trabalhando em duas oportunidades - sempre elegantemente vestido. Depois de se mostrar amigo e conquistar a confiança das sócias, Diniz teria trocado três ou quatro cheques quentes com Márcia e Fátima, sempre dizendo ser de pagamento de outros trabalhos. Nenhum voltou, mas depois disso começaram os problemas.
Como as comerciantes usavam os cheques para pagar fornecedores do bar, demoraram a saber que eram frios. Fátima lembra que, quando os primeiros cheques começaram a voltar, Diniz justificou dizendo que seus devedores deveriam ter sustado. Depois, segundo elas, Diniz desapareceu do bar. As sócias só descobriram que os cheques eram roubados ao contatar cada um dos donos dos cheques. Um deles trabalha em uma creche de Primeiro de Maio, que foi arrombada.
No final de junho, elas registraram queixa na 10ª Subdivisão Policial de Londrina. No mesmo dia, ele retornou ao bar e acabou preso. Depois de uma hora, Diniz teria sido liberado. O delegado disse que não poderia mantê-lo preso porque não havia sido flagrante e que só a Justiça poderia fazer com ele pagasse os cheques, reclama Fátima. No depoimento, Diniz admite que quatro dos cheques trocados com Fátima eram roubados. Ele afirmou à Polícia que pagou R$ 10,00 por folha de cheque e que as teria comprado no jardim Leonor.
Fátima e Márcia chegaram a contratar uma empresa de cobrança para recuperar o dinheiro. Conheceram então a advogada Edcléia Almeida que, segundo Diniz, o representaria. No dia 4 de junho, Edcléia, segundo as sócias, pagou, do próprio bolso, R$ 250,00, se comprometendo a quitar o restante dentro de 10 dias. Nesse período, Fátima e Márcia ficaram impedidas de incomodar Diniz, através da assinatura de um termo de compromisso. O prazo venceu anteontem. Márcia e Fátima voltaram a procurar Edcléia, que se negou a resolver o caso e a revelar o paradeiro de Diniz. Ela fica encobrindo as sujeiras dele e no mínimo está escondendo-o. O problema é que ele vai dar mais cheque roubado no comércio.
A advogada Edcléia não foi encontrada. O telefone estava na secretária eletrônica e ela não retornou o recado.


