Lino Ramos
De Londrina
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) prometem acabar com a queima de borras de tinta na Avenida das Maritacas, localizada no Jardim Eucaliptos, zona leste de Londrina, onde existia a fábrica de tintas Kênia.
Os restos de tinta queimam desde a última terça-feira quando houve um incêndio e a fumaça tóxica gerou reclamações de vizinhos.
A proprietária do terreno é a secretária parlamentar Dalva Viana Jannani, que acabou sendo autuada em R$ 400. O superintendente regional da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), José Mazucato está respondendo interinamente pelo IAP e disse que a responsabilidade é da proprietária. ‘‘Ela foi autuada por disposição de resíduos químicos a céu aberto e mal-acondicionados, representando perigo à população’’, afirmou. Segundo ele será aberto um processo administrativo e se as determinações não forem cumpridas o caso pode ser encaminhado ao Ministério Público.
Mazucato explicou que a prefeitura deverá enterrar as borras de tinta para debelar o incêndio. Com isso os técnicos terão tempo de acondicionar os resíduos de forma adequada e depois encaminhar o material para um aterro adequado. Antes será necessário fazer um levantamento sobre os produtos depositados no local.
Dalva Jannani afirma que há mais de quatro anos tem procurado a AMA e o IAP na tentativa de retirar os resíduos do terreno, porque não tem condições financeiras de executar a limpeza sozinha. ‘‘Fico aborrecida porque sei que tem famílias morando ali perto. Sou viúva e fiquei com dois filhos menores e para fazer o serviço preciso de muito dinheiro’’, comentou.
Dalva lembra que 20 dias após o falecimento de seu marido, em 13 de novembro de 1995, a fábrica pegou fogo. O diretor-técnico da AMA, Marcelo Arruda, acredita que o enterro dos resíduos poderá ser feito até segunda-feira.

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