Cambé - O problema da superlotação na Santa Casa de Cambé (13 km oeste de Londrina), único hospital da cidade que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e a deficiência no atendimento em consequência da demanda estão deixando a população indignada.
É o caso da dona de casa Célia Regina Cabral que na segunda-feira, dia 2, levou a mãe, Marta Sabóia Cabral, 60 anos, até o hospital. Segundo ela, o médico que fez a consulta, verificou a pressão da paciente, medicou-a e em seguida, mesmo sabendo que era diabética, disse que poderia voltar para casa. No dia seguinte, Célia Regina percebeu que sua mãe não estava bem e voltou a Santa Casa. De acordo com Célia, o médico informou que a paciente estava com princípio de derrame, por isso precisaria de uma tomografia. O problema é que o exame além de ser particular e custar cerca de R$ 300 (segundo Célia), deveria ser feito em outro hospital pois, Cambé, não oferece este tipo de exame. ''Não tenho como pagar'', disse a dona-de-casa.
O médico internou dona Marta na enfermaria do hospital, já que no local não existe Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Célia Regina conta que só ontem, depois de dois dias da internação, conseguiu falar com outro médico, já que o responsável pela paciente não foi encontrado.
O diretor clínico da Santa Casa, Aroldo Jairo da Silva Martins, disse que ficou sabendo do caso ontem, e explicou que a paciente precisaria ser encaminhada pelo médico que a atendeu. ''Até amanhã pela manhã (hoje) precisamos ter uma definição. Não sei o porquê a paciente não foi transferida para outro hospital'', disse.
Segundo a diretoria da Santa Casa, é necessário mais recursos para contratação de médicos para agilizar o atendimento no pronto-socorro, onde a média atual é de 250 pessoas atendidas por dia.

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