Dominicanos podem copiar ações do PR
Dominicanos podem copiar ações do PR
DivulgaçãoAo lado do diretor J. Adalberto Martínez, a ministra Ligia CardonaDivulgaçãoA comitiva da República Dominicana visita o Colégio Estadual Algacyr Maeder, ampliado com recursos do ProemA República Dominicana pode adotar exemplos paranaenses para aprimorar a qualidade do ensino no país, que tem o tamanho aproximado do Paraná. Uma comissão do Ministério da Educação da República Dominicana, acompanhada de representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial (Bird), esteve na semana passada em Curitiba para conhecer a política educacional do Estado.
É uma oportunidade para conhecer e quem sabe adotar as ações que o Paraná vem desenvolvendo com sucesso, disse a ministra da Educação e Cultura da República Dominicana, Ligia Amada Cardona. Segundo ela, desde 1993 seu país vem implantando uma reforma no ensino, com o Plano Decenal de Educação. O plano prevê cinco linhas mestras: ampliação da cobertura, melhoria na qualidade do ensino, inovações educacionais, modernização do sistema e descentralização das ações, com maior participação de pais, alunos e professores.
Já se passaram os primeiros cinco anos do programa, então é hora de avaliar e melhorar, reflete o consultor em capacitação Douglas Hasbún, que participa da Comissão Presidencial para Reforma e Modernização da República Dominicana. Hasbún aponta os altos índices de evasão e repetência como os principais problemas enfrentados pelo país na área de educação, além da alta porcentagem de professores não titulados.
A República Dominicana tem cerca de 2 milhões de alunos no ensino fundamental, dos quais 90% estão na rede pública, e mais 500 mil no ensino médio, dos quais 65% estudam em escolas públicas.
Segundo a ministra Ligia Cardona, os investimentos do país em educação têm aumentado nos últimos anos. Em 1990, a cota equivalia a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB); hoje já é de 2,6%. O orçamento de 1999 destinou 16% de seu total à educação, mas a meta é chegar a 20% no ano 2000, afirmou a ministra.
Em Curitiba, a comitiva da República Dominicana foi recebida pelos diretores das Unidades de Coordenação do Projeto Qualidade no Ensino Fundamental (PQE) e do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino Médio do Paraná (Proem). Técnicos das duas equipes estão expondo os principais pontos dos programas que são o foco do interesse da comitiva.
A programação começou na Secretaria da Educação, com a apresentação de um resumo da educação no Paraná as políticas de educação básica, a cargo da superintendente de Educação da secretaria, Zélia Marochi, e indicadores recentes de desempenho, expostos pela assessora de Informações Educacionais, Maria Luíza Marques Dias.
Logo em seguida, a coordenadora geral do PQE e do Proem, Roberta Braga, apresentou o PQE, e a gerente de Planejamento e Controle do Proem, Katia da Silva, detalhou o programa que está sendo responsável pela melhoria do ensino médio no Estado.
Outro componente dos programas, que é a política de descentralização, reforça a importância da participação das Associações de Pais e Mestres das escolas no gerenciamento de obras civis e aquisição de livros e equipamentos do informática, segundo Luciane Menezes, gerente de Materiais Pedagógicos/PQE, encerrou a programação.
A comissão da República Dominicana teve ainda tempo para conhecer dois subprogramas do Proem: o de Melhoria da Qualidade do Ensino Médio e o de Modernização da Educação Técnica Profissional. Tânia Sperry Ribas, chefe do Departamento de Ensino Médio, explica a reforma curricular, a expansão do ensino médio e as estratégias de implementação, que incluem a capacitação de professores.
A parte de microplanejamento dessas ações foi abordada pelo coordenador do Sistema GIS, João Scucato. O outro subprograma, abordado pelo chefe do Departamento de Educação Profissional, Tetsuya Shibata, e pelo superintendente da Paranatec, João Eduardo Bettega, engloba estudos de demanda, regionalização do sistema de educação profissional, modernização curricular e a atuação da Paranatec para viabilizar o apoio técnico à implementação do Proem.
A estada em Curitiba terminou com uma visita ao Colégio Estadual do Paraná e ao Colégio Estadual Algacyr Maeder, no Bairro Alto, em Curitiba, reformado e ampliado com recursos do Proem.
Da comitiva ainda fizeram parte o diretor-geral da Educação Média, J. Adalberto Martínez, o diretor-geral da Educação Técnica Profissional, Miguel Uriña, o assessor José Amada Cardona e os representantes do BID, Richard Pelczar, e do Banco Mundial, César Yammal.





