Paulo WolfgangTarde especialOrquestra, regida pelo maestro Norton Morozowicz, fez o tradicional concerto ao ar livre de abertura do Festival de Música de Londrina
O domingo ensolarado levou milhares de pessoas ao Zerão (área central de Londrina), para assistir à apresentação da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel). Regida pelo maestro Norton Morozowicz, a Osuel fez o tradicional concerto ao ar livre de abertura do Festival de Música de Londrina.
Famílias, casais de namorados e esportistas dividiram espaço com vendedores de cachorro quente, pipoca e algodão doce, o que acabou dando um clima de festa ao Anfiteatro do Zerão. Todos, porém, com a atenção ao palco, enquanto a orquestra apresentava um repertório bem eclético.
Na programação, obras como a ‘‘Marcha Triunfal’’ da ópera ‘‘Aída’’, de Verdi; ‘‘Cavalaria Ligeira’’, de Suppé; ‘‘Toreador’’ da ópera ‘‘ Carmen’’, de Bizet; ‘‘West Side Story’’, de Bernstein; ‘‘Summertime’’, de Gershwin e ‘‘Canções de Tom Jobim’’, de Guerra Peixe. As duas últimas foram interpretadas pela soprano Angela Barra. No encerramento, a orquestra e o Coral da Uel executaram as obras ‘‘Aquarela do Brasil’’, de Ari Barroso; ‘‘Canta Brasil’’, de Lamartine Babo; e ‘‘Amigos para Sempre’’, de Weber e Black.
Para a teóloga Irene Bastos, 59 anos, o concerto estava maravilhoso. Embora resida em Londrina, esta era a primeira vez que assistia um concerto ao ar livre. ‘‘Eu vim porque minha neta insistiu. Ela queria vir de qualquer maneira. E estou adorando. Não sabia que podia ser tão emocionante. Vou passar a vir sempre que tiver eventos como este’’ - conta. A neta de Irene, Ana Luiza Vezozzo, 6 anos, também estava assistindo um concerto pela primeira vez e não tirava os olhos do palco. ‘‘Minha mãe disse que ia ter e eu quis vir. É muito legal’’ - diz.
Para o casal de namorados Fábio Martins, 22 anos, e Micaela Azulli, 20, ambos universitários, o concerto é uma boa oportunidade para a população conhecer outros tipos de música. ‘‘Eu venho aos concertos no Zerão desde que vim morar em Londrina, há três anos. E passei a gostar mais de música clássica por causa deles. Acho que deveriam ter concertos deste tipo durante todo o ano, porque assim mais pessoas passariam a conhecer coisas como ópera’’ - diz Martins.

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