Domingo de sol e música em Londrina
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de julho de 2006
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
Domingo de sol em ré, quando o calorzinho do inverno atípico foi uma nota a mais de alegria durante a manhã no Teatro Ouro Verde, onde alunos e professores do Festival de Música de Londrina (FML) se concentraram para a retirada de crachás e pastas com informações sobre o evento.
Afinados com o clima do festival, que mais uma vez reúne todos os acordes culturais brasileiros com a participação de pessoas de várias partes do País, os alunos aproveitaram o final de semana para também conhecerem um pouco mais desse repertório.
A dupla de amigos e integrantes da banda de rock setentista 0800, Elvis Barzotto, 22 anos, e Renato Moraes Taborda, 24 anos, de Rio Verde, cidade a 220 quilômetros de Goiânia (GO), fez uma peregrinação de carro por alguns municípios paranaenses, inclusive Curitiba, visitando amigos, antes de desembarcar no FML.
Na bagagem, que trouxeram para o seu primeiro festival londrinense, além de algumas blusas para enfrentar o frio, que este ano esqueceu de dar o ar da graça, Barzotto trouxe a guitarra e Taborda o contrabaixo.
Os dois consideram o evento a melhor de todas as escolas para músicos, com a possibilidade de conhecerem estudantes e profissionais de vários estados brasileiros e de outros países.
Alguns participantes do festival, que tinham acabado de chegar à cidade, andavam pela praça em frente ao Ouro Verde ainda carregando malas, enquanto outros seguravam nas mãos o sonho de fazer com que a música transforme não só os sentidos mas a vida das pessoas.
É o caso de Sther Cutrim, 20 anos, de Cajari, e Irinaldo Damasceno, 18 anos, de Santa Inês, dois municípios da Baixada do Maranhão, região com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País.
Acompanhados da arte educadora Helo Santana, 31 anos, os dois jovem fazem parte do Projeto Jovem Cidadão, desenvolvido em 11 municípios da baixada pela Ong Formação.
O que deu para a gente perceber aqui é que as pessoas dão mais valor para a cultura. Existe teatro na cidade, o que não temos na nossa região. As apresentações estão sempre lotadas, coisa que não é freqüente onde moramos, comentou Sther, que juntamente com Damasceno, está participando de curso de prática de coral para trabalhar com outros jovens do projeto.
O gosto pelo piano é tocado a seis mãos pelos amigos paulistanos Daniel Inamorato, 19 anos, Flávia Figueira, 20 anos, e Felipe Balieiro, 18 anos.
O trio, que costuma fazer junto o roteiro de festivais, estreando no FML.
A música é boa para desenvolver não só o lado artístico, mas também favorece o contato com professores e alunos diferentes, comentou Inamorato, contagiado com a melodia em ré do clima do festival.


