Domingo, 18h, começa a guerra contra o fumo
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sábado, 28 de novembro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Domingo marcará a deflagração da maior campanha já realizada no Estado contra o tabagismo. Amanhã começa a valer a Lei Antifumo, que proíbe o consumo de cigarro em todos os locais de uso coletivo - públicos ou privados - e a promessa do governo é que às 18 horas, em todos os 399 municípios paranaenses, equipes darão início à ação de cumprimento da nova legislação saindo às ruas para orientar fumantes e não fumantes. A preocupação inicial é educativa mas, posteriormente, quem desrespeitar a regulamentação poderá pagar até R$ 5,8 mil. No Paraná, segundo estimativas do IBGE, são cerca de 1,5 milhão de fumantes com mais de 15 anos.
A FOLHA percorreu diversos bares em Londrina e constatou que os avisos de ''Proibido fumar'' já foram afixados - em mais de uma língua, inclusive - mas muitos fumantes ainda davam um jeitinho de dar uma última tragada. O que se percebe é que a Lei Antifumo divide opiniões.
O comerciante Geraldo Pagan fuma há mais de 30 anos e disse ser favorável à nova lei, embora ache que ela deveria ser mais maleável com relação às áreas externas. ''Acho bom que daí tento parar, porque fumar hoje está fora mesmo'', brincou. A designer Sionelly Leite e a jornalista Flávia Martins reforçaram a crítica sobre áreas abertas. ''Acho que deveriam manter os fumódromos, quando isso não atrapalhasse os outros clientes'', comentou Sionelly.
Injuriado com a nova lei, o office-boy Gustavo Specian, fumante há pouco mais de um ano, previu que ''ela não vai pegar''. ''A revolta dos fumantes vai ser grande'', cogitou. Consumidor de cigarro há oito anos, o gerente corporativo José Oscar Azevedo Júnior vai optar por locais onde possa sair e voltar. ''Parar de sair de casa não vou mas terei que me adaptar'', comentou. Ele também não pensa em parar de fumar só por causa da lei: ''Penso em parar porque faz mal à saúde e não porque os bares proíbem o cigarro''.
Dono de um bar na avenida Maringá, Roberto Kawakani, ainda tinha dúvidas. ''No estacionamento pode fumar?'' Ele considerou a lei ''injusta'' com os comerciantes mas, mesmo assim, orientou seus funcionários, espalhou cartazes pelos ambientes e já guardava os cinzeiros.
A regional de Londrina da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) foi procurada mas nenhum diretor estava disponível ontem para falar sobre o assunto.


