Domésticas protestam contra aumento de ônibus
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de abril de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Bela Vista do Paraíso Cerca de 100 empregadas domésticas estão protestando desde segunda-feira contra o aumento da tarifa de ônibus urbano em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina). As profissionais temem perder os empregos porque os patrões não teriam condições de arcar com os custos do transporte. As manifestantes reclamaram de suposta truculência da Polícia Militar (PM) na repressão ao movimento.
O preço da passagem subiu de R$ 0,55 para R$ 0,85. Mas o valor não é o único alvo de críticas. As condições do coletivos também são motivo de queixa. Os ônibus não têm todos os bancos. Os vidros não abrem e muita gente passa mal quando está calor, reclamou a doméstica Roseli Almeida.
Um grupo de manifestantes teria uma reunião na tarde de ontem com o prefeito Antonio Roberto Pereira Pimenta (PMDB) para tentar resolver o impasse. O transporte é feito por uma empresa particular. A maioria das domésticas mora no bairro Santa Margarida, que fica cerca de quatro quilômetros do Centro de Bela Vista. A viagem dura cerca de 20 minutos.
Desde anteontem, porém, elas estão fazendo o percurso a pé. No protesto na praça do Santa Margarida, elas teriam tentado impedir o ônibus de circular. Um rapaz que é filho de uma doméstica foi agredido por um policial, afirmou Roseli.
O comando da Companhia da Polícia Militar de Porecatu informou que vai apurar o que ocorreu durante o protesto. Tentaram evitar que o ônibus circulasse, por isso a polícia teve de intervir. Mas caso apareça alguém que tenha se sentido ofendido pela ação da polícia pode nos procurar para reclamar, disse o tenente Celso.
A reportagem tentou falar com o prefeito, mas ele não retornou as ligações.


