Doméstica diz que vendia droga para supostos policiais
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quinta-feira, 06 de março de 1997
Da Redação 
A doméstica Elizângela Aparecida de Oliveira, 18 anos, denunciou que a cocaína apreendida com sua irmã Maria Aparecida de Oliveira, na tarde de quarta-feira, pertencia a supostos policiais civis. Maria Aparecida foi presa com 21 papelotes de cocaína e disse que o tóxico pertencia à irmã Elizângela. Ambas residem na rua Seringueira, 126, no jardim Nossa Senhora da Paz (zona oeste).
As denúncias contra os supostos policiais foram ouvidas pelo delegado operacional, Valdir Abrahão da Silva, que autuou Maria Aparecida por tráfico de drogas. Ela disse que há menos de três meses foi ameaçada por três homens dizendo-se policiais, que prometeram prendê-la caso ela não lhes desse R$ 2,6 mil. Em seu depoimento, Elizângela disse que foi ameaçada pelos tais policiais justamente por fazer tráfico de drogas.
A denunciante contou ao delegado que os três homens parcelaram o valor da extorsão. A primeira parcela paga teria sido de R$ 560. Na segunda vez, deixaram 72 papelotes de cocaína para que ela comercializasse o tóxico e depois lhes repassasse o dinheiro. Segundo Elizângela, por mais três vezes os policiais levaram cocaína para ela vender. Os três homens teriam contado que davam bote em outras bocas de fumo, de onde recebiam cocaína como pagamento de extorsão.
Elizângela disse que os possíveis policiais usavam dois carros modelo Santana, um verde e outro azul. Na primeira vez em que ela foi abordada, eles teriam mostrado suas carteiras de policiais civis. Um deles atendia pelo nome de Carlinhos. O delegado Valdir Abrahão deverá investigar as denúncias.


