Doméstica consegue vaga na UTI da Santa Casa
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terça-feira, 14 de setembro de 2004
Jacira Werle<br>Reportagem Local 
Após esperar desde a tarde de domingo, só no início da noite de segunda-feira, mais de 24 horas depois, a doméstica Maria Aparecida de Lima, 43 anos, conseguiu um leito em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de Londrina. Dados da 17 Regional de Sa© úde contabilizam 103 leitos em UTIs na cidade, vagas atendidas pelo Sistema Único de Sa© úde (SUS). Segundo a avaliação da diretora da 17 Regional Regional de Saúde, Wânia Gutierrez, a região é bem servida de leitos de UTIs.
Maria Aparecida foi levada por familiares para o Hospital da Zona Norte com derrame cerebral. Ela precisou esperar até o dia seguinte por um exame de tomografia computadorizada e depois ser transferida para a Santa Casa de Londrina. Vânia explica que assim que uma pessoa precisa de uma vaga em algum hospital a Central de Leitos é acionada. Por meio dessa Central, o paciente é encaminhado para a instituição que tem disponibilidade de atendê-lo. Vânia ressalta, entretanto, ''que não conseguimos prever quando um acidente irá acontecer e as pessoas vão precisar de leitos em UTIs''. Segundo Vânia, só Londrina possui 68 leitos em UTI adulta, 20 em UTI neonatal e 15 em UTI pediátrica.
Em uma pesquisa feita pela reportagem da Folha de Londrina ontem à tarde nos hospitais da cidade que têm leitos de UTIs e atendem pelo SUS, nenhuma vaga estava disponível. O supervisor da Central de Leitos, Élio Gomes de Carvalho salientou que apesar de não ter leitos livres, também não há ninguém esperando vagas.
Segundo Carvalho, quando um dos 111 hospitais da macroregião (que inclui cinco Regionais de Saúde) à qual a Central de Leitos atende solicita um tipo de leito, a Central descobre para onde o paciente deverá ser encaminhado. ''Antes da existência da Central o doente batia de porta em porta atrás de um leito,'' lembra. A macroregião da qual Londrina faz parte congrega 97 municípios. Ontem, a Central estava tentando conseguir leitos para 14 pessoas em diversas especialidades. Carvalho esclareceu que as 16 pessoas que esperavam leitos na segunda-feira aguardavam vagas em outras especialidades que não UTI.


