O arcebispo da Arquidiocese de Londrina, dom Orlando Brandes, criticou a corrupção e os recentes escândalos na área da saúde durante a missa campal realizada na tarde de ontem na Praça Nishinomiya, na Zona Oeste, e que reuniu cerca de duas mil pessoas. O evento, em celebração ao feriado de Corpus Christi, foi organizado pelas paróquias do Decanato Leste.
O arcebispo disse que a população precisa receber os remédios dos céus e protestar contra a corrupção. ''Nem toda a água do Igapó pode lavar a corrupção'', afirmou. Ele afirmou que Jesus veio dos céus para dar coragem ao mundo para mudar situações como essas.
O combate ao mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, também foi mencionado. ''O mosquito da dengue deve morrer. Vamos acabar com a fonte de mortes na cidade'', conclamou dom Orlando, que também se posicionou contra a proposta de mudança no horário do comércio - que poderão ficar abertas aos sábados até mais tarde. ''As missas terão de começar às 22 horas e terminarão somente à meia-noite'', argumenta.
A advogada Salma Eid Serigato, que acompanhou a cerimônia, disse que Jesus está no coração de cada um e não acredita que o horário do comércio influencie nisso. '' Quem prega o Evangelho leva a palavra de Deus a qualquer lugar e existem tantas igrejas que fazem cultos em horários diferenciados que qualquer hora é hora'', afirma. A enfermeira Gislene Gallé comentou sobre a questão da saúde citada pelo arcebispo. ''Foi decretado estado de calamidade pública na saúde, mas não adianta ficar insatisfeito, a população tem que lutar para mudar'', afirma.

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