Missão cumprida. É com esse sentimento que o arcebispo de Londrina, dom Albano Cavallin, vai encerrar a trajetória de 13 anos frente à arquidiocese. No próximo dia 25 de abril, ele completa 75 anos. De acordo com as regras da Igreja Católica, após atingir essa idade os bispos devem apresentar ao papa sua carta de renúncia ao cargo.
Com o documento em mãos, o Sumo Pontífice faz pesquisas no país e nomeia um bispo para ocupar o lugar do religioso prestes a se aposentar. O processo leva alguns meses. Normalmente, o indicado é do próprio Estado ou de Estados vizinhos.
''Não deixarei de ser padre e nem de rezar missas'', explicou o arcebispo, que já havia escrito sua carta de renúncia ao Papa João Paulo II, falecido no dia 2 de abril. ''Agora, vou esperar que o novo papa seja escolhido e escreverei outra carta'', explicou. ''Espero que seja um papa brasileiro.''
Dom Albano assumiu a arquidiocese de Londrina no dia 9 de maio de 1992, vindo de Guarapuava. Questionado sobre um fato marcante de sua atuação como arcebispo, ele destacou a realização das missões populares, quando 14 mil pessoas visitaram seis mil lares de Londrina e região para levar o Evangelho. ''Foi um verdadeiro exército'', relembra.
Satisfeito com o resultado de seu trabalho, ele aguarda a aposentadoria para realizar atividades como rezar, ler e escrever. ''São coisas que gosto de fazer'', contou. Dom Albano é nascido na região de Curitiba mas pretende permanecer em Londrina. Além de gostar da cidade, ele acredita que o clima mais quente é melhor para sua saúde.

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